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28 junho, 2011

Estrias são desafio para a medicina estética

Pode perguntar a qualquer mulher. Com uma precisão de quase 100%, as estrias, cer­tamente, estarão na sua lista de inimigos mortais. 
Queixa pra lá de frequente nos consultó­rios de dermatologistas, as marcas que aparecem su­bitamente como consequência do rompimento das fibras elásticas da pele são hoje um dos maiores desafios da medicina estética. E se a demanda por uma solução só cresce, a oferta de tratamentos - geralmente anunciados como uma nova revolução - acompanha este ritmo. Mas, por maio­res que sejam as promessas, é bom saber que cremes, lasers e até procedimentos invasivos não fazem mila­gres. "Infelizmente, nenhum tratamento desenvolvido até agora é 100% eficaz. Alguns até ajudam a melho­rar o aspecto da pele e conseguem reduzir o diâmetro das estrias, mas os resultados são limitados", alerta a dermatologista Sarita Martins.

Diretamente ligado aos hormônios, o surgimen­to das estrias é um tormento quase exclusivamen­te feminino. "Elas surgem como resultado da ten­são na pele, as áreas mais afetadas são aquelas em que há maior depósito de gordura, como o quadril, os glúteos, os seios e as coxas", observa Sarita. Outro fator que facilita o aparecimento das marcas é a hereditariedade. Portanto, ter uma mãe com tendên­cia ao problema é quase um atestado de que, mais cedo ou mais tarde, elas aparecerão.
Diante do fato de que remediar é impossível, a pa­lavra de ordem é prevenir. E no rol de medidas está prin­cipalmente a ordem de hidratar a pele. "Não importa a composição do creme. Qualquer hidratante faz bem esse papel", orienta Sarita. Além disso, também é fun­damental controlar o peso e fazer ginástica, o que vai ajudar a controlar o acúmulo de gorduras nas regiões mais propensas ao problema.

POR QUE ELAS APARECEM


As estrias são lesões irreversíveis decorrentes de alterações ocorridas nas fibras elásticas e colágenas da pele.
Elas se formam quando a pele é excessivamente estirada, ultrapassando sua capacidade de distensão. 


Ela se rompe e suas bordas, ao cicatrizarem, formam uma linha deprimida na superfície da pele.



COMO ELAS SE FORMAM


Por dentro, as células de sustentação da pele, localizadas na derme, não aguentam a pressão e se rompem.






Por fora, como um tecido que foi bruscamente esticado, a pele se esgarça, tornando-se mais fina e atrofiada. A estria é a cicatriz desse acidente.




As Causas
  • Hereditariedade
  • Aumento exagerado do peso
  • Hormônio da adolescência
  • Excesso de Musculação
  • Crescimento rápido

    Os Tratamentos



    • Peelings: 
    Alguns ácidos, como o retinóico, estimulam a formação de colágeno, melhorando o aspecto das estrias.




    • Transcisão (subcision): 
    Essa técnica consiste na introdução de uma agulha grossa, com ponta cortante, ao longo e por baixo da estria, com movimentos de ida e volta. 
    O trauma causado leva à formação de tecido colágeno no local, que preenche a área onde o tecido estava degenerado.


    • Intradermoterapia: 
    Consiste na injeção, ao longo e sob as estrias, de substâncias que provocam uma reação do organismo estimulando também a formação de colágeno nas áreas onde as fibras se degeneraram. Além disso, a própria passagem da agulha provoca uma discreta subcisão.

    • Dermoabrasão: 
    O lixamento das estrias provoca reação semelhante a dos peelings, com formação de colágeno, mas com a vantagem de regularizar a superfície da pele, que ganha uniformidade, ficando mais semelhante à pele ao redor.


    • Microdermoabrasão:
    São microcristais de óxido de alumínio que causam pequenas feridas na pele com estrias, ocorrendo a regeneração posteriormente.

    • Laser: 
    A aplicação do laser provoca o fechamento dos pequenos vasos nas estrias avermelhadas e promove a formação de novo colágeno, com diminuição do tamanho das estrias recentes ou antigas.



    • Microcorrente galvânica: 
    Provoca um processo inflamatório no tecido acometido pela estria, para que haja uma regeneração do mesmo.




    Fonte: Jornal DP
    Infografia: Rubens Paiva

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