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09 junho, 2020

Olavo de Carvalho - ignorante?

Muito boa a matéria de Reinaldo Azevedo - Colunista do Uol

Pequenos trechos só para voce ter idéia.

Veja a matéria na integra

"Olavo de Carvalho, prosélito da extrema direita da Internet, perdeu o juízo só na aparência."

" ele já está com um olho no ponto futuro. No bloco dos ataques às Forças Armadas, vocês perceberão que não aconteceu aquilo com o que ele certamente contava: uma quartelada. Sente o cheiro de carne queimada e ameaça cair fora"

"Não só o megalômano acredita que pode processar o presidente por prevaricação como assegura a seus pobres seguidores que o chefe do Executivo pode prender ele mesmo um membro da corte suprema do país."

Acordo com Mercosul não está mais na agenda, diz líder de partido na Europa

Deputada holandesa Esther Ouwehand
"Não há muita simpatia por Bolsonaro por aqui, para dizer de forma suave. É muito importante apoiar pessoas pelo mundo que estão sob governos brutais, como o de Bolsonaro"

Veja reportagem na integra 

27 junho, 2015

Mais de 14 toneladas de maconha são apreendidas no país

Aproximadamente 14,7 toneladas de maconha foram apreendidas no país entre esta sexta-feira e sábado (27). As apreensões foram feitas no estado de São Paulo, Paraná, Rio, Minas, Mato Grosso do Sul e Maranhão. Ao todo, 10 pessoas foram presas e dois adolescentes foram apreendidos por transportarem a droga.
Desde 2006, quando a Lei de Drogas começou a valer, o número de presos por tráfico passou de 31 mil para 138 mil no país.




Em Sumaré (SP), foram apreendidas quatro toneladas de maconha dentro de uma carreta abandonada pelo motorista. Ninguém foi preso.




Negado pedido de habeas corpus de Marcelo Odebrecht

A Justiça Federal negou neste sábado (27) o pedido de liberdade feito pela defesa de Marcelo Odebrecht, presidente da maior empreiteira do país. Ele foi preso preventivamente na última sexta-feira (19), durante a 14º fase da Operação Lava Jato. O recurso foi analisado pelo Tribunal Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre.
A defesa de Odebrecht havia entrado com o pedido de habeas corpus na última quinta-feira alegando que não existiam indícios contra o executivo e que a decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão, era "ilegal" e “vazia”.

07 maio, 2015

Grupo Ocupe Estelita protesta em frente ao prédio do prefeito do Recife

Eles fecharam a Rua Neto Campelo, na Madalena, Zona Oeste da capital.
Manifestantes colaram cartazes com a hashtag #ForaGeraldo no edifício.

O grupo contrário à aprovação do Plano Específico do Cais José Estelita, Santa Rita e Cabanga, que autoriza a construção do Projeto Novo Recife, realiza um protesto, na noite desta quinta (7), em frente ao prédio onde mora o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). Eles fecharam a Rua Neto Campelo, na Madalena, Zona Oeste da capital, por volta das 19h30, acenderam sinalizadores e pregaram cartazes em grades do edifício com a hashtag #ForaGeraldo. A PM foi acionada e se posicionou na entrada do prédio. Parte do grupo também canta "prefeito fuleiro, capacho de empreiteiro" e "Polícia Militar, segurança particular". Os manifestantes afirmam que vão acampar no local e já montaram barracas. Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa do prefeito informou que não iria se pronunciar sobre o ato.

Eles chegaram à rua onde mora o chefe do Executivo Municipal após fazer passeata pelas ruas da capital.

Protestos continuam - Geraldo Julio não é capaz de dialogar


O Movimento Ocupe Estelita realiza mais um ato contra o Plano Específico do Cais José Estelita, Santa Rita e Cabanga, que autoriza a construção do Projeto Novo Recife, na noite desta quinta-feira (7).
Os manifestantes se reuniram no final da tarde na Praça do Derby, na área central do Recife, e deram início a uma passeata pela Avenida Agamenon Magalhães por volta das 18h.
Segundo a Polícia Militar, 800 pessoas participam do protesto.
Os manifestantes contabilizam 3.000 pessoas.
Na saída, o ato fechou a avenida no sentido Recife / Olinda. A Troça Carnavalesca Empatando Tua Vista, que critica a verticalização excessiva da cidade, tomou a frente do movimento levando figuras de prédios para o lado da faixa do Ocupe, em alusão ao empreendimento que deve ser construído no Cais José Estelita.
Os manifestantes também ocuparam o sentido Olinda / Recife e a avenida ficou interditada nos dois lados por alguns minutos.

04 maio, 2015

Banco do Brasil - 2.627 candidatos aprovados serão convocados


Conforme acordo judicial firmado com o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-
DF), o BB não vai mais realizar concursos públicos exclusivos para cadastro de reserva. A partir do próximo certame, deverá constar nos editais uma previsão de vagas disponíveis, dentro da real necessidade da empresa.
No documento, o Banco garante o mínimo de 500 candidatos para o Edital nº 01/2013, 1.177 para o Edital nº 02/2013 e 950 aprovados para o Edital nº 03/2012. A previsão é de que 2.627 candidatos aprovados sejam convocados em função do acordo.

O cadastro de reserva poderá continuar a ser utilizado, porém, sem criar falsas expectativas nos candidatos aprovados, que terão direito assegurado, caso estejam dentro do quantitativo inicial previsto.

26 abril, 2015

A verdade sobre a maconha


Achei esta matéria fantástica, mas como é muito grande, retirei alguns trechos que não considerei tão relevantes.

por Denis Russo Burgierman / Alceu Nunes
Revista Superinteressante

Por que a maconha é proibida? Porque faz mal à saúde.
Será mesmo? Então, por que o bacon não é proibido? Ou as anfetaminas? E, diga-se de passagem, nenhum mal sério à saúde foi comprovado para o uso esporádico de maconha. A guerra contra essa planta foi motivada muito mais por fatores raciais, econômicos, políticos e morais do que por argumentos científicos. E algumas dessas razões são inconfessáveis. Tem a ver com o preconceito contra árabes, chineses, mexicanos e negros, usuários freqüentes de maconha no começo do século XX. Deve muito aos interesses de indústrias poderosas dos anos 20, que vendiam tecidos sintéticos e papel e queriam se livrar de um concorrente, o cânhamo. Tem raízes também na bem-sucedida estratégia de dominação dos Estados Unidos sobre o planeta. E, é claro, guarda relação com o moralismo judaico-cristão (e principalmente protestante-puritano), que não aceita a idéia do prazer sem merecimento – pelo mesmo motivo, no passado, condenou-se a masturbação.

Não é fácil falar desse assunto – admito que levei um dia inteiro para compor o parágrafo acima. O tema é tão carregado de ideologia e as pessoas têm convicções tão profundas sobre ele que qualquer convite ao debate, qualquer insinuação de que estamos lidando mal com o problema

24 abril, 2015

Foie Gras - fígados doentes de animais torturados

Uma tradição cruel 

O foie gras é o orgão doente dum ganso ou dum pato, engordado de maneira forçada, várias vezes por dia, com um tubo de metal de 20 a 30 centímetros enfiado na garganta até o estômago.
Para obrigar o seu corpo a produzir o patê de fígado, a ave tem de engolir em somente alguns segundos uma tal quantidade de milho, que o fígado acaba por atingir praticamente dez vezes o seu tamanho normal, e desenvolve uma doença chamada esteatose hepática.

Debatendo-se quando o tubo é violentamente inserido na sua garganta, ou pela simples contração
do esófago provocada pela necessidade de vomitar, a ave arrisca-se a asfixiar e a perfurar mortalmente o pescoço.

A introdução do tubo provoca lesões no pescoço no qual se desenvolvem dolorosas inflamações e infecções. Esta desequilibrada super alimentação provoca freqüentemente doenças no sistema digestivo, que podem ser mortais.

Pouco após este choque diário da engorda, a ave sofre imediatamente de diarreias e de arquejos. Para além disso, as dimensões do seu fígado hiperatrofiado tornam a respiração difícil e o andamento doloroso.

Se este tratamento continuasse, provocaria a morte dos animais engordados. A matança chega a tempo de dissimular as consequências da engorda. Os mais fracos chegam muitas vezes à sala de matança já moribundos, e outros tantos nem conseguem resistir até lá : a taxa de mortalidade dos patos é de dez a vinte vezes mais elevada durante o período de engorda.

Um concentrado de sofrimentos

Esta violência, inerente à produção do foie gras, justifica por si só a abolição do mesmo.

03 abril, 2015

A força de uma imagem - Jean Wyllys x Che Guevara

Explicação, bastante complexa,  do deputado Jean Wyllys sobre o fato de ter posado como Che Guevara nas paginas da Rolling Stones, gera polemica entre os internautas.
O que torna bastante confusa esta explicação, é que ao se associar as "fotos clássicas de Che Guevara" como ele mesmo diz, deixa margem para que tudo que tem a ver com Che Guevara seja, também ligado a ele.

E o fato de, repetidamente, chamar aqueles que o criticaram de burros e imbecis, ainda agrava mais a situação.

Classifica, também, os leitores da Rolling Stones de "pessoas instruídas e

12 março, 2015

Movimento pró-Dilma nas ruas

No mesmo instante em que adversários políticos e setores da sociedade civil organizada fomentam a discussão em torno de um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), aliados do Planalto buscam minimizar o movimento com um ato contrário. Amanhã, a CUT, UGT, CTB, CSB, Nova Central e diversos movimentos sociais como o MST e UNE realizarão um manifesto pelas ruas do Recife em favor do mandato da chefe do Executivo Federal. A mobilização deverá acontecer em outras 23 capitais do País.

Oficialmente, a pauta do evento divulgada pelas entidades é a defesa dos direitos da classe trabalhadora, democracia, reforma política e da Petrobras, alvo dos recentes escândalos de corrupção que vêm desgastando o Governo. No entanto, o ato, nos bastidores, é encarado como uma espécie de tentativa de blindar Dilma diante do evento que será realizado no próximo domingo, e que tem como foco o pedido de impeachment da petista.

“Nós não vamos participar de um golpe ao sistema democrático. Ela foi eleita democraticamente. Tem que respeitar a vontade do povo que a reelegeu. É até perigoso se falar em impeachment, porque interrompe a democracia”, defendeu Carlos Veras, presidente da CUT-PE. Na avaliação do sindicalista, “existem alguns setores revoltados, da grande elite brasileira, que não aceitam a derrota de outubro”. “Querem tentar o terceiro turno”.

O evento, que deve reunir, também, simpatizantes e militantes do Partido dos Trabalhadores, está programado para começar às 7h, com concentração no Parque 13 de maio, no Recife. De lá, os manifestantes fazem caminhada pelas ruas do Centro até encerrarem a mobilização na avenida Dantas Barreto.

Ainda ontem, a executiva estadual do PT divulgou uma nota na qual convoca os militantes e lideranças para o evento. No documento, a cúpula do PT conclama seus filiados a manterem aceso o “orgulho petista” . “Conclamamos todos e todas à participação ativa nas mobilizações em defesa da democracia, da Petrobras, da reforma Política, renovando nossa disposição de lutar para manter e ampliar as conquistas alcançadas nos últimos 12 anos”.

E voce? Contra ou a favor do impeachment de Dilma?

Fonte: folhape

10 março, 2015

Presidente Dilma é recebida com vaias na Feicon em São Paulo

A presidente Dilma Rousseff foi recebida com vaias na Feicon, evento do setor de construção que começa nesta terça-feira (10) em São Paulo.
Acompanhada do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e de organizadores da feira, Dilma chegou a mudar a rota dentro do pavilhão de eventos do Anhembi, na zona norte da capital. As vaias partiram de um grupo de cerca de 200 pessoas, trabalhadores dos estandes das marcas que participam da exposição.
Diante das vaias, Dilma caminhou por cerca de dez minutos pelos estandes, depois entrou em um carro que a aguardava em um corredor do salão de exposições, de onde seguiu para a cerimônia de abertura, em uma auditório que fica em um prédio anexo ao salão de exposições.

"Podemos ser melhores"
No discurso aos empresários da construção civil, a presidente pediu que eles "não deixem que as incertezas estruturais determinem sua visão do País". Dilma admitiu o momento difícil que a economia brasileira vive, mas reiterou que os ajustes em curso dão condições de ultrapassar essa etapa.
Em sua fala, a presidente rememorou dados do programa Minha Casa, Minha Vida para situar aos empresários que o setor viveu recentemente um momento de pujança, e afirmou que conta com a força da indústria da construção que, segundo ela, tem papel importante na geração de empregos.
"Asseguro: vou apoiar o dinamismo do setor. Com parcerias com entes da federação, com a terceira fase do Minha Casa, Minha Vida." De acordo com a presidente, o Brasil tem capacidade para se transformar: "Não tomamos medidas para voltar a um momento áureo recente, mas porque podemos ser melhores", afirmou.
Ao fim do evento, Dilma saiu do recinto sem passar pela imprensa, que a esperava no saguão que dá acesso à saída principal. 
Após o panelaço
No domingo (8), ao fazer seu pronunciamento por ocasião do Dia Internacional da Mulher, Dilma foi alvo de diversas manifestações em cidades brasileiras, com "panelaços" e gritos de “fora Dilma”. Há também protestos já marcados o próximo domingo (15) em várias cidades.
Na visita que fará nesta terça-feira (10) a São Paulo, dois dias depois do panelaço, a presidente Dilma Rousseff deve ter um encontro fora da agenda oficial com Luiz Inácio Lula da Silva. Os objetivos: aparar arestas com o ex-presidente e discutir alternativas à crise que consome a popularidade do governo.
Nessa segunda (9), Dilma disse que as manifestações em prol de seu impeachment precisam deixar claros seus motivos pois, do contrário, na opinião da presidente, devem ser classificados como “ruptura democrática”. 
“O que não é possível no Brasil é a gente não aceitar a regra do jogo democrático. A eleição acabou, houve o primeiro e o segundo turno. Terceiro turno das eleições para qualquer cidadão brasileiro não pode ocorrer, a não ser que se queira uma ruptura democrática”, disse a presidente.

09 março, 2015

Pronunciamento da presidente Dilma Rousseff

Leia a íntegra do pronunciamento a seguir:
Meus queridos brasileiros, e, muito especialmente, minhas queridas brasileiras.
Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Falar com vocês mulheres - minhas amigas e minhas iguais - é falar com o coração e a alma da nossa grande nação. Ninguém melhor do que uma mãe, uma dona de casa, uma trabalhadora, uma empresária, é capaz de sentir, em profundidade, o momento que um país vive.
Mas todos sabemos que há um longo caminho entre sentir e entender plenamente. É preciso, sempre, compartilharmos nossa visão dos fatos. Os noticiários são úteis, mas nem sempre são suficientes. Muitas vezes até nos confundem mais do que nos esclarecem. As conversas em casa, e no trabalho, também precisam ser completadas por dados que nem sempre estão ao alcance de todas e de todos.
Por isso, eu peço que você - e sua família - me ouçam com atenção. Tenho informações e reflexões importantes que se compartilhadas vão ajudá-los a entender melhor o momento que passamos. E a renovar a fé e a esperança no Brasil! É uma boa hora para que eu tenha uma conversa, mais calma e mais íntima, com cada família brasileira - e faça isso com a alma de uma mulher que ama seu povo, ama seu país e ama sua família.
Vamos começar pelo mais importante: o Brasil passa por um momento diferente do que vivemos nos últimos anos. Mas nem de longe está vivendo uma crise nas dimensões que dizem alguns. Passamos por problemas conjunturais, mas nossos fundamentos continuam sólidos. Muito diferente daquelas crises do passado que quebravam e paralisavam o país.
Nosso povo está protegido naquilo que é mais importante: sua capacidade de produzir, ganhar sua renda e de proteger sua família. As dificuldades que existem - e as medidas que estamos tomando para superá-las - não irão comprometer as suas conquistas. Tampouco irão fazer o Brasil parar ou comprometer nosso futuro.
A questão central é a seguinte: estamos na segunda etapa do combate à mais grave crise internacional desde a grande depressão de 1929. E, nesta segunda etapa, estamos tendo que usar armas diferentes e mais duras daquelas que usamos no primeiro momento.
Como o mundo mudou, o Brasil mudou e as circunstâncias mudaram, tivemos, também, de mudar a forma de enfrentar os problemas. As circunstâncias mudaram porque além de certos problemas terem se agravado - no Brasil e em grande parte do mundo -, há ainda a coincidência de estarmos enfrentando a maior seca da nossa história, no Sudeste e no Nordeste. 
Entre muitos efeitos graves, esta seca tem trazido aumentos temporários no custo da energia e de alguns alimentos. Tudo isso, eu sei, traz reflexos na sua vida. Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar. Mas lhe peço paciência e compreensão porque esta situação é passageira. O Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários - e esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento.
Peço a vocês que nos unamos e que confiem na condução deste processo pelo governo, pelo Congresso, e por todas as forças vivas do nosso país - e uma delas é você!
Queremos e sabemos como fazer isso, distribuindo os esforços de maneira justa e suportável para todos. Como sempre, protegendo de forma especial as classes trabalhadoras, as classes médias e os setores mais vulneráveis.Temos compromissos profundos com o futuro do país e vamos continuar cumprindo, de forma inabalável, estes compromissos.
Minhas amigas e meus amigos,
A crise afetou severamente grandes economias, como os Estados Unidos, a União Europeia e o Japão. Até mesmo a China, a economia mais dinâmica do planeta, reduziu seu crescimento à metade de suas médias históricas recentes. Alguns países estão conseguindo se recuperar mais cedo.
O Brasil, que foi um dos países que melhor reagiu em um primeiro momento, está agora implantando as bases para enfrentar a crise e dar um novo salto no seu desenvolvimento. Nos seis primeiros anos da crise, crescemos 19,9%, enquanto a economia dos países da Zona do Euro, caiu 1,7%.
Pela primeira vez na história, o Brasil ao enfrentar uma crise econômica internacional não sofreu uma quebra financeira e cambial. O mais importante: enquanto nos outros países havia demissões em massa, nós aqui preservamos e aumentamos o emprego e o salário. Se conseguimos essas vitórias antes, temos tudo para conseguir novas vitórias outra vez. Inclusive, porque decidimos, corajosamente, mudar de método e buscar soluções mais adequadas ao atual momento. Mesmo que isso signifique alguns sacrifícios temporários para todos e críticas injustas e desmesuradas ao governo.
Na tentativa correta de defender a população, o governo absorveu, até o ano passado, todos os efeitos negativos da crise. Ou seja: usou o seu orçamento para proteger integralmente o crescimento, o emprego e a renda das pessoas. Realizamos elevadas reduções de impostos para estimular a economia e garantir empregos. Ampliamos os investimentos públicos para dinamizar setores econômicos estratégicos. Mas não havia como prever que a crise internacional duraria tanto. E, ainda por cima, seria acompanhada de uma grave crise climática. Absorvemos a carga negativa até onde podíamos e agora temos que dividir parte deste esforço com todos os setores da sociedade.
É por isso que estamos fazendo correções e ajustes na economia. Não é a primeira vez que o Brasil passa por isso. Em 2003, no início do governo Lula, tivemos que tomar medidas corretivas. Depois tudo se normalizou e o Brasil cresceu como poucas vezes na história. São medidas para sanear as nossas contas e, assim, dar continuidade ao processo de crescimento com distribuição de renda, de modo mais seguro, mais rápido e mais sustentável.
Você que é dona de casa ou pai de família sabe disso. Às vezes temos de controlar mais os gastos para evitar que o nosso orçamento saia do controle. Para garantir melhor nosso futuro. Isso faz parte do dia a dia das famílias e das empresas. E de países também. Mas estamos fazendo de forma realista e da maneira mais justa, transparente e equilibrada possível. As medidas estão sendo aplicadas de forma que as pessoas, as empresas e a economia as suportem. Como é preciso ter equidade, cada um tem que fazer a sua parte. Mas de acordo com as suas condições.
Foi por isso, que começamos cortando os gastos do governo, sem afetar fortemente os investimentos prioritários e os programas sociais. Revisamos certas distorções em alguns benefícios, preservando os direitos sagrados dos trabalhadores. E estamos implantando medidas que reduzem, parcialmente, os subsídios no crédito e também as desonerações nos impostos, dentro de limites suportáveis pelo setor produtivo.
Estamos fazendo tudo com equilíbrio, de forma que tenhamos o máximo possível de correção com o mínimo possível de sacrifício. Este processo vai durar o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia. Como temos fundamentos sólidos e as dificuldades são conjunturais, esperamos uma primeira reação já no final do segundo semestre deste ano.
Mais importante, no entanto, do que a duração destas medidas será a longa duração dos seus resultados e dos seus benefícios. Que devem ser perenes no combate à inflação e na garantia do emprego. Que devem ser permanentes na melhoria da saúde, da educação e da segurança pública.
As medidas serão suportáveis porque além de sermos um governo que se preocupa com a população, temos hoje um povo mais forte do que nunca. O Brasil tem hoje mais qualificação profissional, mais infraestrutura, mais oportunidades de estudar e mais empreendedores. Somos a 7a economia do mundo. Temos 371 bilhões de dólares de reservas internacionais. 36 milhões de pessoas saíram da miséria e 44 milhões foram para a classe media. Quase dez milhões de brasileiras e brasileiros são hoje micro e pequenos empreendedores. E continuamos com os melhores níveis de emprego e salário da nossa história.
Minhas amigas e meus amigos,
O que tenho de mais importante a garantir, hoje, vou resumir agora.
Primeiro: o esforço fiscal não é um fim em si mesmo. É apenas a travessia para um tempo melhor, que vai chegar rápido e de forma ainda mais duradoura.
Segundo: não vamos trair nossos compromissos com os trabalhadores e com a classe média, nem deixar que desapareçam suas conquistas e seus direitos.
Terceiro: não estamos tomando estas medidas para voltarmos a ser iguais ao que já fomos. Mas, sim, para sermos muito melhores.
Quarto: durante o tempo que elas durarem, o país não vai parar. Ao contrário, vamos continuar trabalhando, produzindo, investindo e melhorando.
As coisas vão continuar acontecendo. Junto com as novas medidas, estamos mantendo e melhorando os nossos programas. Entregando grandes obras. Nossas rodovias e ferrovias, nossos portos e aeroportos continuarão sendo melhorados e ampliados.
Para isso, vamos fazer, ainda este ano, novas concessões e firmar novas parcerias com o setor privado. Incluímos - e vamos continuar incluindo - milhões e milhões de brasileiros. Mas agora a inclusão tem que se dar, sobretudo, pelo acesso a melhores oportunidades e a serviços públicos de maior qualidade.
Este esforço tem que ser visto como mais um tijolo, no grande processo de construção do novo Brasil. Esta construção não é só física, mas também espiritual. De fortalecimento moral e ético.
Com coragem e até sofrimento, o Brasil tem aprendido a praticar a justiça social em favor dos mais pobres, como também aplicar duramente a mão da justiça contra os corruptos. É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras.
Minhas amigas mulheres homenageadas neste dia,
Por último, quero anunciar um novo passo no fortalecimento da justiça, em favor de nós, mulheres brasileiras. Vou sancionar, amanhã, a Lei do Feminicídio que transforma em crime hediondo, o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou de discriminação de gênero. Com isso, este odioso crime terá penas bem mais duras. Esta medida faz parte da política de tolerância zero em relação à violência contra a mulher brasileira.
Brasileiros e brasileiras,
É assim, com medidas concretas e corajosas, em todas as áreas, que vamos, juntos, melhorar o Brasil. É uma tarefa conjunta de toda sociedade, mulheres e homens. Tenho certeza que contará com a participação decisiva do Congresso Nacional, que sempre cumpriu com seu papel histórico nos momentos em que o Brasil precisou.
Temos que encarar as dificuldades em sua real dimensão e encontrar o melhor caminho de resolvê-las. Pois, se toda vez que enfrentarmos uma dificuldade pensarmos que o mundo está acabando - ou que precisamos começar tudo do zero - só faremos aumentar nossos problemas.
Precisamos transformar dificuldades em soluções. Problemas temporários em avanços permanentes.
O Brasil é maior do que tudo isso e já mostrou muitas vezes ao mundo como fazer melhor e diferente. Mais que nunca é hora de acreditar em nosso futuro. De sonhar. De ter fé e esperança.
Viva a mulher brasileira! Viva o povo brasileiro. Viva o Brasil!
Obrigada e boa noite.

13 março, 2014

LULA NEGA TER DITO QUE EMPREGO É MAIS IMPORTANTE QUE INFLAÇÃO


Por meio de nota, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ter afirmado ao jornal italiano La Repubblica que “a defesa do emprego é mais importante do que conter a inflação”, conforme noticiado ontem. Junto com a nota, a assessoria de Lula divulgou um trecho da entrevista concedida ao jornal, no qual o ex-presidente declara: “Nossos críticos querem que tenha um pouco de desemprego para poder melhorar a inflação. Eu não quero que tenha desemprego para melhorar a inflação. Eu quero melhorar a inflação com pleno emprego.”

A declaração publicada no jornal foi diferente do que Lula declarou. No impresso, as palavras dele teriam sido: “Nossos críticos dizem que o melhor é reduzir a oferta de emprego para reduzir a inflação, mas para nós a defesa do emprego é mais importante que a inflação.”

Fonte: emresumo

19 janeiro, 2014

A CENSURA NOS ANOS DE CHUMBO


 INTRODUÇÃO
Se atendo a circunstancias extraordinárias, o congresso decidiu colocar em vigor o projeto da Comissão Nacional da Verdade, em maio de 2012. Com duração de dois anos, a comissão terá como missão resgatar memórias de um passado não tão distante, compreendendo desde o ano de 1946 até 1988 (espaço de tempo em que o Brasil passou por fases críticas em seu regime político). Tendo em vista resolver as histórias inacabadas que, de certo modo, prendem as famílias esperançosas e confusas a um passado sangrento, sem justificativa e opressor, a presidenta Dilma Rousseff designou sete membros para fazer parte da Comissão da Verdade. Estes, escolhidos a dedo pela presidenta, buscarão contribuir com a historia do Brasil, e dar alguma paz para as famílias daqueles que “sumiram” em meio a tanto rebuliço, alguns, chamados de “presos políticos”, mesmo sem ter razão de ser.
Diferentemente da democracia vivenciada hoje na sociedade, os ideais de liberdade sempre foram brutalmente sufocados através da força imposta pelos grupos armados, que usurparam o governo de João Goulart, e reconfiguraram o regime político, impondo uma ditadura. Sobretudo, a investigação abrange o fim do Estado Novo, o Governo Dutra e a Ditadura Militar. 
A necessidade de aprofundar os conhecimentos deste tempo veio da liberação por parte da mídia, que mesmo massacrada e controlada nesta negra realidade, a todo custo tentava dar ares de futura liberdade e alertas aos grupos militantes que buscavam um espaço na sociedade. Afinal, apenas conseguir sobreviver era algo extraordinário.


AMÉRICA LATINA CONTRA A LEI DA ANISTIA
Devido à falta de direitos da Comissão da Verdade, de julgas os casos relacionados aos desaparecidos, alguns países acharam mais justo revogar Lei que os “protege” todos aqueles que já cometeram uma barbárie neste tempo. Tanto militares quanto militantes serão ouvidos e com base em um árduo trabalho de exploração de relatos e provas, os mesmos serão julgados. Por este e outro fator: a justiça, em parte dos países da América Latina a Lei da Anistia já foi revogada.

BOLÍVIA (1982)
• Primeira Comissão da Verdade da América Latina. Coletou testemunhos sobre 155 casos de desaparecimentos e localizou restos mortais de desaparecidos. A Comissão se dispersou sem apresentar um relatório final após três anos de atuação.

ARGENTINA (1983)
• A Comissão Nacional de Desaparecidos funcionou até 1984. Um relatório final, chamado “Nunca Más”, documentou cerca de 9 mil desaparecidos.
Em sete anos de ditadura, cerca de 30 mil pessoas desapareceram nas prisões clandestinas, e por volta de 500 crianças foram roubadas e entregues em adoção ilegal a repressores. O país lidera o triste ranking de vítimas da repressão do regime.

URUGUAI (1985)
• Entre 2000 e 2001, a Comissão de Investigação da Situação das Pessoas Desaparecidas e Suas Causas relatou 164 casos de desaparecimentos e apresentou evidências do envolvimento do Estado nos casos. Mesmo sendo um documento público, o relatório não foi distribuído.

CHILE (1986)
• A Comissão Nacional de Verdade e Reconciliação investigou 2,9 mil casos de desaparecimentos e mortos. Quase todas as recomendações do relatório final de 1990 foram concretizadas. Houve pedido de desculpas formal do Estado às vítimas e também às famílias. E ainda, foi criada uma Comissão para definir reparações financeiras. O Estado não se conforma com os tipos de retaliações exercidos, então, ao revogar a Anistia, houveram cassações inclusive à ex-Presidentes envolvidos.
  
A COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE
Por um criterioso sistema de relevância política, social e competência profissional, Dilma indicou os sete encabeçadores do processo de reformulação e investigação de uma parte da história do Brasil. Sem caráter de julgamento, a Comissão busca a mais de um ano em acervos de outros países também, quaisquer dados, informações e provas sobre o desaparecimento de tantos jovens, crianças e adultos. Devido às relações de internacionalização da repressão, os países ditatoriais mantinham total sigilo a cerca de registros para as condutas consideradas repressoras. Visto isso, a dificuldade de obtenção de provas e registros, tornou-se algo mais difícil de encontrar do que uma agulha no palheiro. E a situação só piorou, pois, a falta de registros na época estava causando um verdadeiro frenesi na população, então, como uma forma de controlar o povo, atestados de óbitos alterados foram muito utilizados.
Em contrapartida a criação desta Comissão para esclarecer os abusos cometidos em mais de 42 anos, o General da Reserva, Luiz Cardoso Rocha Paiva, declara ser contra ao modo de escolha dos membros “... Quase todos têm perfil ideológico de esquerda. O certo seria formar uma Comissão pluripartidária do Congresso, feita de acordo com votações no próprio Congresso. E não selecionados por um único indivíduo, neste caso, a presidenta Dilma.” – Comentou o General Cardoso, em debate no programa Sala Debate do canal Futura.
 Em outro momento do debate Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada e integrante da Comissão, expõe: “Não vejo o primeiro ano como algo que já podemos analisar como bom ou ruim, é um período de instalação. Uma assessoria já foi contratada, para auxiliar e agilizar as buscas. Também se fez necessária a parceria com outros ministérios, assim como a Comissão de Mortos e Desaparecidos e a Comissão da Anistia.”
Rosa Cunha também fala sobre o caso Vladimir Herzog (jornalista, morto em um quartel do exército em São Paulo. Herzog estava prestes a assumir a diretoria de jornalismo da Cultura, emissora do governo. Era militante comunista, mas não desenvolvia atividade clandestina. Sua morte ecoou no Brasil os gritos de desespero vindos dos porões da ditadura militar) ela conta que encontraram um processo já concluído a respeito da causa da morte e acontecimentos antecedentes, porém, a Comissão teve papel importante no final que foi dada a esta narrativa, visto que, conseguiram colocar as reais causas no atestado de óbito do jornalista, até então, constando como se ele tivesse cometido suicídio. Todavia, devido ao fato da Lei da Anistia, os crimes cometidos não poderão ir a julgamento.
Nessa o poder judiciário está fora, sobretudo, à medida que vão levar à mídia em um relatório público final haverá (com ou sem intenção) um linchamento público. Agora, 23 Comitês Estaduais da Verdade já foram instalados em todo Brasil.

OS MEMBROS DA COMISSÃO

GILSON DIPP
• Gaúcho de Passo Fundo, é ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral. Foi corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entre 2008 e 2010. Atualmente, também coordena um grupo de juristas que propõe reformas ao Código Penal.
CLÁUDIO FONTELES
• Foi procurador-geral da república entre 2003 e 2005, no início do governo Lula. Católico, propôs uma ação direta de inconstitucionalidade ao STF para impedir pesquisas células-tronco embrionárias. Foi derrotado.
PAULO SÉRGIO PINHEIRO
• Ex-secretário de Direitos Humanos no governo Fernando Henrique Cardoso. Foi indicado recentemente pela ONU para ser o relator de direitos humanos contra a população da Síria. Foi um dos fundadores do Núcleo de Violência da USP. É advogado e fez doutorado em ciência política na universidade de Paris.
MARIA RITA KEHL
• Psicóloga formada pela USP, atua como psicanalista, ensaíta e crítica literária. Foi editora do Jornal “Movimento” durante a ditadura, uma publicação que fez oposição ao regime de 64. Escreveu em vários jornais e revistas de circulação nacional, após a ditadura.
JOSÉ CARLOS DIAS
• Advogado criminalista, Dias foi ministro da Justiça em 1999 e 2000, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Antes disso, foi secretário de Justiça de São Paulo na década de 1980, na gestão de Franco Montoro. Hoje é conselheiro da Comissão de Justiça e Paz e membro do conselho curador da fundação Padre Anchieta.  
ROSA MARIA CARDOSO DA CUNHA
• Foi advogada de Dilma Russeff durante a ditadura militar, Especializou-se na defesa de perseguidos políticos e atuou nos processos contra esses acusados no Superior Tribunal Militar (STM). Formada em Direito, fez doutorado em Ciência Política no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), nos anos 80.
JOSÉ PAULO CAVALCANTI FILHO
• É advogado e trabalha como consultor da Unesco e do Bando Mundial. Presidiu o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) entre 1985 e 1986 e foi ministro interino na Justiça no governo de José Sarney. É membro da Academia Pernambucana de Letras.


RESPOSTA DAS FORÇAS PARA A CRIAÇÃO DA COMISSÃO
Em resposta à criação da Comissão da Verdade, no dia 26 de maio de 2012, um grupo de oficiais das Forças Armadas fundou uma comissão paralela, que tem como finalidade rebater as acusações da Comissão Oficial que não considerem verdadeiras. Para a Comissão Paralela da Verdade, assim intitulada, foram designados sete oficiais, nomeados pelo Clube naval do Rio de Janeiro, para fazer parte desse grupo. A Comissão Paralela salientou o fato de que não produzirá relatório próprio, apenas irá rebater as acusações. E ainda, essa Comissão prestará acessória jurídica aos militares que prestarão depoimento na Comissão Oficial.

A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF E O SEU PASSADO...

Mesmo hoje em dia sendo exemplo de mulher brasileira, a maior representante do poder feminino na política e com muitos eleitores. Dilma já teve uma fase muito negra nos anos de Chumbo. Envolvida em pelo menos dois grupos de combate ao regime Militar, a presidenta relata sobre, contando sobre quando foi capturada e teria sido, até mesmo torturada. O que muitos grupos opositores ao governo Dilma tem comentado por ai é a construção da “verdade” por meio de análise de apenas uma ótica. Deste modo, há um certo receio quando se diz respeito a reconstituição da história de acordo com os aspectos pré analisados e pós repassados. Encontrar a verdade histórica implicaria na chamada de historiadores para analisarmos em conjunto em que implicou cada delito cometido. Porém, não consta no escopo desta comissão. E as mesmas vão estar se dedicando apenas a uma parte a pagar. Outro fator um tanto quanto ludibriante pela parte da desconfiança dos opositores seria o caso do Assalto ao cofre de Governador Doutor Adhemar Pereira de Barros, crime que Dilma ajudou a organização a que fazia parte a fazer o plano. As criticas a implantação da Comissão da Verdade se multiplicam pela polêmica e pelo drama que à décadas esperam por respostas.

A CRIAÇÃO DA LEI DA ANISTIA (1979)


Esta lei, criada em um tempo de medo e opressão, foi mantida até os dias de hoje no Brasil. Ela tem como finalidade perdoar crimes cometidos pelos militares e militantes no decorrer da ditadura. Impedindo assim, a Comissão de julgar os crimes de tortura, homicídio, seqüestro, ocultação de cadáver e relacionados. Por ventura, vale salientar um certo descaso com aqueles que sofreram na mão de torturadores, impossibilitados de terem justiça. Ignorando a tortura e a as marcas emocionais e físicas, a Lei da Anistia estendeu a impunidade aos agentes do governo que praticavam uma série de barbaridades com os presos políticos e ainda, criou um empecilho para os Direitos Humanos.

CONCLUSÃO
A proposta da Comissão da Verdade é um tanto quanto errônea. Embasados num pensamento utópico de conseguir levar “paz” para os lares das crianças e adolescentes desaparecidos no período pré-estipulado para investigação nos remete a abrir os olhos quanto a uma verdadeira tentativa de tapar o sol com a peneira. Mesmo se tratando de um período intolerante da parte dos agentes do governo, pelo qual nosso país passou nos tempos de chumbo, os idealizadores do processo de investigação poderiam buscar brechas na lei para ter competência punitiva para aqueles que cometeram crimes. Nosso país deveria tomar como referência a Argentina, que revogou a Lei e uma das linhas de ação da justiça que foi a punição para pessoas que adotaram filhos de desaparecidos políticos (crime denunciado desde o início do regime, pelas avós da praça de maio). Graças a elas, 105 netos desaparecidos foram identificados.
Com relação a censura à imprensa e às manifestações artísticas e culturais, a perseguição parecia mais com uma animal feroz e faminto correndo atrás da sua caça, machucando e ferindo até ver o que sobrava. Aqueles que viveram naquele tempo com certeza tem memórias que não gostaria de ter nunca. E por mais difícil que possa parecer, mesmo assim a sede de mudança foi maior que a sede de sangue. Não encobrindo as barbáries que alguns grupos exclusos de manifestantes cometeram, motivados pela ira e pelo medo, os mesmos também devem pagar pelos atos cometidos. Chega a ser irônico as forçar armadas estando contra o povo, afinal, não foram essas que juraram nos proteger? 
  
A CENSURA MIDIÁTICA
A censura na mídia e a educação foram fatores que conseguiram controlar dois setores sociais: o de conhecimento e o de cunho informativo. Era mais do que o necessário para oprimir uma sociedade, auxiliando assim a consolidação dos militares no poder. A manipulação imposta por meio das forças armadas, atropelaram a justiça e os direitos humanos.

A CENSURA NAS MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS E CULTURAIS
Nos anos de chumbo foi instituído um código de processo penal, que permitiu que o exercito e a polícia tivessem o direito de prender pessoas consideradas suspeitas. Acarretando assim, no abuso do poder por meio destes.
Liberdade de expressão deixou de fazer parte do dia a dia dos cidadãos.
Centros de tortura foram instalados para acabar com os comportamentos considerados subversivos. Nos porões dos quartéis e até mesmo em instituições normais com porões disfarçados, acontecia o terror. Naquele momento, todos pediam para serem invisíveis, só assim, conseguiriam sobreviver...  
Por mais que parecesse uma utopia, os artistas incentivavam a população a buscarem algo mais na vida e utilizavam até mesmo suas canções como uma repressão ao regime ditatorial. Deste modo, conseguiram influenciar jovens a lutarem pela consolidação de direitos fundamentais, como a liberdade de expressão. Construir uma sociedade onde a justiça e a igualdade fossem a base não era um sonho excluso, e sim de toda a população que não aguentava mais aquela inquietante sofreguidão.
Saldo de proibições no regime militar:
- 500 filmes
- 450 peças teatrais
- 200 livros
- 500 músicas
Além de...
- 50.000 pessoas presas
- 20.000 torturadas
- 357 mortos




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



28 outubro, 2013

Como pegar um serial killer

por Shanna Freeman - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Um serial killer continua matando até que uma das quatro coisas a seguir aconteça: ele é pego, morre, se mata, ou se cansa de matar. Obviamente, quando a polícia determina que uma corrente de assassinatos pode ser atribuída a uma pessoa, o objetivo é prendê-la o mais rápido possível. Mas como eles descobrem quem foi? E como os serial killers são pegos? 

Logo depois de qualquer homicídio, investigar a cena do crime e realizar uma autópsia fazem parte da rotina da polícia para tentar resolver o crime. Quando todas as informações são coletadas, podem ser adicionadas a um banco de dados nacional, mantido pelo FBI, como parte do ViCAP (Programa de Prisão de Criminosos Violentos). Este programa pode ajudar a determinar padrões, ou assinaturas, que ligam homicídios diferentes.



Segundo o especialista em perfis do FBI John Douglas, a assinatura "é um ritual, algo que o sujeito faz intencionalmente para obter satisfação emocional - algo que não é necessário para perpetuar o crime". Alguns serial killers colocam as vítimas em certas posições, ou as deixam em determinados locais depois de matá-las. Outra assinatura pode ser um método de tortura ou mutilação. É o que o assassino faz para satisfazer suas fantasias, e pode dizer muito aos investigadores sobre sua personalidade.

Os investigadores também observam o MO, ou modus operandi, do crime. O MO mostra o que o assassino teve de fazer para cometer o crime. Isto inclui tudo, desde seduzir e encarcerar sua vítima até a maneira como ele a mata. O MO de um serial killer pode mudar com o tempo. Basicamente, ele aprende com erros passados e melhora com o tempo. 

Traçando o perfil de um serial killer

Determinar a assinatura e o MO são aspectos usados para se traçar o perfil. A unidade de Ciências Comportamentais do FBI desenvolveu o processo de traçar perfis nos anos 70, e Ted Bundy foi um dos primeiros serial killers a ter seu perfil traçado. Estudos de psicólogos e psiquiatras e informações reunidas de assassinatos em série do passado entram na criação do perfil, juntamente com informações da cena do crime e depoimentos de testemunhas. Por exemplo, se a vítima é branca, o assassino provavelmente é branco. Se a cena do crime mostra sinais de um planejamento cuidadoso, o assassino é provavelmente inteligente e mais velho. Se a vítima foi mutilada de maneira desorganizada, o assassino é provavelmente esquizofrênico, e esquizofrênicos são geralmente muito magros e desleixados.

Os perfis não são 100% exatos, mas geralmente chegam muito perto. Segundo Robert Keppell, detetive que tomou a confissão de Bundy, o perfil montado para os crimes de Bundy era perfeito, "chegando ao ponto em que previa que ele tinha um meio-irmão e ele tinha mesmo".

Quando o perfil é finalizado, os investigadores conferem a lista de suspeitos e determinam qual deles provavelmente cometeu o crime e a melhor forma de capturá-lo. Alguns serial killers organizados, como Dennis Rader (o Assassino BTK), sentem a necessidade de insultar a polícia, o que às vezes leva à sua captura. Rader mandou para a polícia um disquete com meta-dados que foram rastreados e chegaram à sua igreja. Muitos serial killers, até mesmo aqueles incrivelmente organizados e metódicos, acabam dando uma escorregadela que leva à sua prisão. No caso de Jeffrey Dahmer, uma vítima escapou e levou a polícia ao apartamento de Dahmer. Algumas vítimas de John Wayne Gacy haviam trabalhado em sua construtora.

Mas nem todos os serial killers são pegos. Alguns são presos ou pegos por outros crimes, e evidências levam os investigadores aos assassinatos. Ted Bundy foi pego em uma operação de rotina da polícia no trânsito, e David Berkowitz, o "Filho de Sam", foi pego por ficar vagando na rua, e acreditava-se que era testemunha dos crimes ao invés de o assassino.

Quando condenados, a maioria dos serial killers passa o resto da vida na prisão ou é executada se a pena de morte existir em seu estado. Ed Gein é uma exceção. Num primeiro momento, declarado incapaz para um julgamento, Gein foi mandado para uma instituição psiquiátrica. Seu psiquiatra então determinou que ele era capaz de ir a julgamento, e o juiz o considerou inocente por razão de insanidade. Gein morreu em 1984 de deficiência cardíaca.

Muitos pesquisadores concordam que não há uma maneira de "curar" um serial killer. Alguns serial killers que passaram um tempo em instituições psiquiátricas depois de cometer os crimes ou receberam tratamento psiquiátrico foram considerados "curados" e foram libertos. Mas mataram de novo. Peter Woodcock passou 35 anos em um hospital psiquiátrico para criminosos em Ontário, no Canadá, depois de matar três crianças. Poucas horas depois de ser solto, matou um colega paciente do hospital e foi imediatamente enviado de volta à instituição.


Até sabermos mais sobre como barrar serial killers antes que comecem a matar ou melhorarmos as maneiras de capturá-los antes de continuarem seu ciclo de assassinatos, eles continuarão sendo uma realidade, assim como os assassinatos em si.

Fonte: HSW

Veja também: As motivações dos serial killers
                     De que são feitos os coletes à prova de balas?
                   

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