"Neste espaço, compartilho um pouco de tudo que faz parte do meu dia a dia. Sinto-me livre para me expressar de acordo com meu humor, meus pensamentos e experiências, porque, no fim das contas, eu sou Meio Ligado."
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22 setembro, 2012
Globalização
A globalização não apenas já se firmou como uma realidade na economia mundial, como apresenta indícios claros de que está se aprofundando cada vez mais como tendência de negócios. A formação de uma economia única e de um mercado global pode ser sentida no dia a dia de empresas e empreendedores de diversos tipos de atividades, em todas as partes do mundo.
No Brasil, vários grupos estrangeiros aumentaram sua participação no mercado, adquirindo empresas brasileiras, montando novos empreendimentos ou associando-se a empresas locais. Isso está ocorrendo tanto no setor industrial quanto no comercial e no de prestação de serviços.
Só para citar alguns exemplos, é um fenômeno que está sendo notado na indústria automobilística, com a Audi, Peugeot e Renault; no segmento bancário, com o Banco Santander, HSBC e ABN-AMRO; e no comércio de alimentos, com o Carrefour, Wal-Mart e mesmo a fusão entre grandes empresas como Perdigão e Sadia, Grupo Pão de Açúcar com Casas Bahia e Ponto Frio, e tantos outros.
A economia mundial integrada tem como um de seus aspectos mais visíveis o acesso a itens de consumo comuns entre os cidadãos de diferentes países. No Brasil, cada vez mais pessoas vestem as mesmas marcas de roupas, utilizam calçados, usam perfumes e consomem alimentos iguais aos usufruídos por consumidores dos Estados Unidos, Japão e países europeus. Os brasileiros dirigem carros japoneses, italianos, franceses e americanos e daqui a alguns
dias até chineses, e viajam cada vez mais para exterior, intensificando o intercâmbio de costumes com outros povos e integrando-se a um estilo de vida global. Isso sem falar na Nanotecnologia que cresceu muito nos últimos anos.
Glossário:
A nanotecnologia está associada a diversas áreas de pesquisa e produção na escala nano (escala atômica). O princípio básico da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos (os tijolos básicos da natureza).
20 setembro, 2012
Era do Conhecimento
Em nenhum outro período da história da humanidade, o conhecimento foi tão valorizado como agora. A biotecnologia pode acabar com a fome no mundo, aumentando o teor proteico dos grãos, acelerando o crescimento de peixes e bovinos, para citar apenas os efeitos na produção de alimentos.
Superdrogas para combater a Aids, a doença de Parkinson, o mal de Alzheimer, o diabetes e a anemia estão sendo criadas pela bioquímica avançada. A eletrônica digital encontra-se cada dia mais presente na vida de todos, por meio do processamento e armazenamento de informações, tão valorizadas nestes tempos.
A tecnologia da informação tem permitido um aumento significativo na eficácia da gestão das organizações, notadamente com a redução de custos e o melhor atendimento aos clientes.
Tecnologias como o código de barras e leitores óticos, além de ferramentas gerenciais como a reposição contínua de estoques, sistemas logísticos avançados, transferências eletrônicas e gerenciamento informatizado de bancos de dados são apenas alguns dos exemplos bem-sucedidos.
As telas de vídeo avançadas e o ambiente de computação distribuída (um conjunto de padrões para o desenvolvimento de aplicações que possam operar em mais de uma plataforma) tornam possível a integração de computadores dentro de uma mesma empresa e entre empresas diferentes. A inteligência artificial, ou seja, o conjunto de técnicas que permite aos computadores emularem alguns aspectos da inteligência humana, realizando atividades como aprender, adaptar, reconhecer, corrigir e melhorar processos, pode
se tornar uma ferramenta cada vez mais importante para a empresa
hoje. Raios laser ajudam na armazenagem de dados. Fibras óticas melhoram os sistemas de comunicação. Satélites avançados facilitam a comunicação entre diversas partes do mundo. Células fotovoltaicas permitem a captação da luz solar.
A micromecânica, novos polímeros, cerâmicas de alta tecnologia, supercondutores e compostos reforçados com fibras estão presentes em equipamentos empregados em hospitais, helicópteros, veículos e uma infinidade de coisas utilizadas no dia a dia.
18 setembro, 2012
Comércio eletrônico
O comércio eletrônico tem se transformado em um importante canal de vendas. Com o surgimento da Internet e a rápida difusão do seu uso, as barreiras de tempo e espaço estão indo por água abaixo.
Longe é um lugar que não existe.
A qualquer hora, pode-se vender, comprar, obter informações sobre produtos e serviços vindos de todas as partes do planeta. A despeito de algumas dificuldades que os negócios virtuais estão tendo para dar retorno aos investidores, seu potencial é inegável. Talvez o grande desafio seja melhorar as formas de distribuição e de entrega dos produtos nos locais desejados pelos clientes.
Para os clientes, a Internet possibilita obter informações e tomar decisões de compra por meio eletrônico. Permite substituir o ato de se deslocar até uma loja (ou várias) pela conveniência e segurança de fazer compras sem sair de casa. Quanto mais conveniente for uma tecnologia, maior é a probabilidade de ser adotada. No entanto, se existem consumidores que aceitam as inovações e se tornam seus ferrenhos defensores, é sempre bom lembrar que outros resistem às mudanças e há muitos que ainda têm medo de usar um computador.
Do ponto de vista do empreendedor, o comércio eletrônico possibilita as seguintes vantagens:
• comunicar-se com os clientes a custos baixos;
• dar suporte aos clientes na compra;
• efetuar a transação;
• dar assistência pós-venda;
• realçar a imagem do negócio;
• atingir consumidores distantes;
• promover novos produtos;
• realizar ofertas especiais;
• obter feedback do cliente etc.
De qualquer forma, um site na Internet torna-se mais interessante à medida que realmente proporciona retorno aos esforços de comercialização do negócio.
Entretanto, deve-se tomar alguns cuidados principalmente no que tange a segurança da ferramenta de venda, para que os clientes tenham uma compra com tranqüilidade, longe da ação de hackers, e até mesmo a Logística, que hoje é uma ferramenta de competitividade das empresas, logo, os clientes querem receber os
produtos na mesma velocidade e comodidade que compraram
(entrega rápida e com produto íntegro, como apresentado em foto na
grande rede).
16 setembro, 2012
O Propósito do Espírito de Atendimento
Muitas organizações
fracassam em sua busca por um atendimento de excelência, não porque as
lideranças e os atendentes não compreendem os requisitos conceituais ou
técnicos para alcançá-lo, mas porque eles não compreendem que a essência da
jornada de quem presta serviços é espiritual e não mecânica.
Muitas iniciativas
por um bom atendimento são estéreis, intelectuais e administrativas do início
ao fim; elas não apelam ao coração humano. Baseiam-se em uma visão da organização
como um aparelho e não uma sociedade.
Atoladas em sua
história e seus hábitos, muitas organizações não têm um espírito de
atendimento. Em vez disso elas têm um espírito racional, tecnológico,
financeiro, de fabricação ou alguma outra orientação dominante que cria e
define a cultura da empresa – as coisas julgadas importantes e “a maneira pela
qual fazemos as coisas por aqui”.
Espírito é a força
indivisível que move organizações e pessoas. Em uma organização, o espírito
reflete os valores essenciais, as atitudes e as crenças que dão forma à maneira
pela qual as pessoas vêem a si mesmas, aos seus clientes e ao mundo dos
negócios, e isso faz com que se comportem da forma que o fazem.
Estabelecendo uma
correlação com atendimento, é possível dizer que o “espírito de atendimento” é uma atitude baseada em certos valores e
crenças a respeito de pessoas, da vida e do trabalho, que leva uma pessoa a
servir outras de boa vontade e orgulhar-se do que faz.
É bem possível que
cada ser humano, como cliente, já tenha observado esse espírito em ação algumas
vezes. Ele é um elemento de doação – um espírito de generosidade que leva uma
pessoa a dar algo de si mesma, além de simplesmente fazer seu trabalho. É
passar das ações mínimas ou padronizadas e permanecer aberta ao cliente que
está buscando uma solução para suas necessidades.
Alguns dos inúmeros exemplos: o mecânico de
automóveis que dá dicas ao cliente sobre como fazer os pneus durarem mais; a
enfermeira que aparece na porta apenas para ver mais uma vez como está o
doente, antes que ele durma; o capitão do navio de cruzeiro que conversa com as
pessoas ao passar pelo
salão de coquetéis; o
caixa do banco que gentilmente sorri e dá um bom dia ao seu cliente. São muitas
coisas como essas, grandes e pequenas.
O espírito de atendimento está, até certo ponto, em quase
todos os seres humanos, mas com níveis muito variáveis de energia, pois as
pessoas são criaturas maleáveis e altamente reativas aos ambientes nos quais
operam. Dessa forma, quando estão em um ambiente favorável, elas podem
encontrar facilmente a parte bondosa e generosa de si mesmas e colocá-la em
prol do que fazem. No entanto, quando esse ambiente não está presente, aquelas
que são menos maduras, menos joviais emocionalmente ou gostam menos de si
mesmas, terminam encontrando dificuldades para realizar um serviço com
excelência.
Por esse motivo,
afirma-se que este espírito provém de sentimentos muito básicos que uma pessoa
tem sobre si própria, os outros e o seu trabalho. Se uma pessoa se tem em alta
consideração como ser humano, possui valores que incluem também uma alta
consideração pelas outras pessoas e cultiva o desejo de dar significado ao seu
trabalho, provavelmente ache relativamente fácil esforçar-se pelos outros e
ajudá-los com suas necessidades, mesmo que esteja em um ambiente desfavorável.
Mas se ela tem pouca autoestima, fraco autorrespeito, baixa maturidade e nutre
ressentimentos contra outras pessoas e o mundo em geral, será muito difícil
lidar com os outros de forma generosa e atenciosa.
Diante destes fatos, é inegável que a jornada até o
atendimento com excelência é tanto individual e pessoal quanto organizacional.
Se as pessoas não quiserem chegar lá, a organização também não chegará; em
última análise, elas são a organização. Portanto, o espírito de atendimento
precisa adquirir vida, permanecer vivo, crescer e florescer para que a
organização salte para além dos limites da mediocridade.
Tudo aquilo que se
pode dizer a respeito do espírito de atendimento em relação ao cliente final da
organização também pode ser dito a respeito dos serviços prestados aos clientes
internos. A declaração mais freqüentemente citada de Service América! é “se
você não está servindo o cliente, sua função é servir alguém que esteja”. Dessa
forma, é necessário ter, em relação aos colegas clientes, o mesmo espírito de
atendimento que se tem em relação aos clientes externos. Aqueles que servem
outros dentro da organização necessitam da mesma clareza de propósito, do mesmo
senso de contribuição e da mesma disposição para servir que têm as pessoas que
estão em contato com os clientes externos.
No geral, as pessoas concordam que este
espírito é fundamental para quem presta serviços, já que a maioria delas gosta
de ser tratada com respeito, cortesia e atenção, seja ele cliente externo ou
interno. Mas se assim pensa a maioria, porque então este espírito não é mais
freqüente nas organizações?
Por que
tantas pessoas que trabalham em serviços agem de forma tão apática ou
indiferente em relação aos seus clientes? Por que áreas de uma mesma
organização que deveriam contar umas com as outras para ter sucesso gastam
tanto tempo criando feudos e se recusam a ajudar umas as outras?
A resposta é que, na maior parte das organizações, o
espírito de atendimento está morto ou seriamente ferido. Morto pelo estresse,
pelas pressões, por prioridades conflitantes, pelo tédio, pela repetição ou por
simples negligência. As pessoas se voltam para dentro, afastam-se de seus
clientes como seres humanos e começam a cuidar de seus trabalhos somente em função
de seus próprios interesses.
Uma pessoa vem
trabalhar disposta e apta a fazer um bom trabalho e contribuir para uma
sociedade melhor, mais justa e mais sustentável. Porém, logo depois de algum
tempo o trabalho fica pesado, repetitivo, tedioso e sem desafios. Todos os
clientes começam a ficar parecidos. “Ninguém por aqui parece se importar
muito”, diz ela, “então por que eu iria me importar? Vou apenas cumprir horário
e receber meu pagamento”. Assim, mais uma pessoa se junta às vastas fileiras
dos não comprometidos; torna-se um ninguém, uma pessoa ocupando espaço ao invés
de fazer uma contribuição à sociedade e logo se anula como ser que busca um
significado virtuoso de trabalho e de vida.
O que pode deter esse
terrível desperdício de energia e potencial humanos? O que pode manter vivo o
espírito de atendimento? O que pode acender, reforçar e amplificar o espírito
até que ele se torne uma força pela excelência?
São respostas para
essas perguntas, dentre outras, a crença e a educação pelo exemplo. Pessoas que
lidam com espírito de serviço em seus corações e mentes acabam influenciando as
pessoas à sua volta com o mesmo espírito, afinal, sentimentos são contagiosos.
Finalmente, o
espírito de atendimento exprime a essência do antigo conceito grego de ágape,
que significa um espírito de amor e preocupação incondicionais pelos outros, e
é desse espírito que as organizações mais necessitam no momento atual para que
elas possam finalmente cumprir o rito de passagem da era da máquina para a era
do humano.
Texto livremente adaptado por Rossini de A
Medeiros de Karl Albrecht – Trazendo o Poder do Cliente para dentro de sua
Empresa – a única coisa que importa – 6ª edição. São Paulo: Pioneira, 1999.
14 setembro, 2012
Alianças estratégicas com fornecedores e parceiros
As
alianças e as parcerias entre produtores, varejistas e fornecedores
podem trazer significativas vantagens competitivas.
Essa
estratégia, que constitui uma tendência verificada em todos os segmentos
da atividade empresarial, assegura resposta ágil às necessidades
dos clientes com um baixo custo para as empresas.
Obter
informações rápidas sobre a ação dos clientes nos pontos de venda
permite um adequado planejamento da produção e da distribuição,
diminui os custos e os níveis de estoque e proporciona adequada
gestão dos preços da mercadoria, espaços na prateleira, esforços
promocionais etc.
Também
vem ocorrendo outros acordos de colaboração entre empresas
diferentes, tais como a partilha de aptidões para o desenvolvimento
conjunto de novos produtos, contratos de longo prazo,
licenciamento, franquias etc. assim como já apontamos as fusões
ocorridas recentemente, que nada são mais do que alianças estratégicas
visando ganhar fatias maiores de mercado, se preparando
ainda mais para enfrentar a concorrência.Outras formas
de
alianças estratégicas envolvem aspectos como:
•
Propaganda colaborativa, quando duas ou mais empresas fazem
ações conjuntas de propaganda e promoção de empreendimentos
ou produtos nos quais têm interesses comuns;
•
Parcerias em planejamento e desenvolvimento de novos produtos;
•
Distribuição comum, quando uma empresa distribui produtos de
outras ou então várias empresas se juntam, unindo suas estruturas
para a distribuição de produtos de todas;
•
Participação cooperativa em licitações, quando empresas diferentes
(e às vezes concorrentes) se unem para conquistar contratos
de interesse mútuo;
•
Fabricação cruzada, quando uma empresa ou várias empresas fabricam
produtos com uma marca pertencente a uma delas ou a uma
terceira, aproveitando suas linhas de montagem.
Para
que o novo empreendedor venda bem, é necessário que compre
bem e responda rapidamente às necessidades dos clientes.
Por isso é que as alianças
e parcerias estratégicas vieram para ficar.
12 setembro, 2012
Concorrentes de diversos formatos
É IMPORTANTE lembrar que a adoção de uma dessas:
Inovação, Padronização e Adaptação dos Clientes, significa dar prioridade à forma de negócio escolhida, e não pura e simplesmente eliminar as outras duas.
Os velhos paradigmas determinam que farmácias vendam remédios e padarias vendam pães. Para muitos negócios, essas afirmações não passam de piada. A concorrência se estabelece entre empreendimentos de diversos tipos e modelos.
Hoje, não existem apenas produtos substitutos, mas também os chamados concorrentes substitutos. Ou seja, padarias que concorrem com lojas de conveniência, hipermercados com lojas de eletrodomésticos, supermercados com farmácias (mas cuidado, pois existe um normativo da ANVISA - Agência de Vigilância Sanitária - que não permite venda de medicamentos juntamente com alimentos) e lojas virtuais que vendem de tudo e concorrem com todo mundo.
10 setembro, 2012
Diferenciação pelo serviço total ao cliente
A qualidade do serviço prestado ao cliente sempre será um fator importante de diferenciação e conquista de vantagem
competitiva.
Dependendo do tipo de negócio, do local onde está instalado e das necessidades específicas dos seus clientes, esse serviço pode adotar diversas formas. Essas formas vão desde o recebimento de contas de água, luz e telefone, passando por funcionários que auxiliam pessoas idosas e deficientes, distribuição gratuita de alimentos, como café da manhã completo, mesas de vinhos e queijos, assessores no açougue e na adega de vinhos, sushiman gratuito, playcenter, carrinhos elétricos para deficientes, transporte gratuito para quem não tem carro, manobristas, listas de presentes de
casamento etc.
Os serviços podem ser classificados nas seguintes categorias, de acordo com a etapa do processo em que são prestados:
Serviços pré-vendas:
• estacionamento gratuito e seguro;
• funcionamento 24 horas;
• informações sobre produtos, preços e condições de pagamento oferecidos nos pontos de venda e na internet;
• layout e sinalização das lojas que resultem em ganho de tempo para os clientes;
• etiquetas legíveis;
• experiência e contato diretos com o produto, tais como pegar, comer, cheirar, usar, operar etc.
Serviços durante a venda:
• crediário;
• embalagem e empacotamento rápidos e seguros;
• disponibilidade de mercadoria para o cliente, mesmo que esteja momentaneamente em falta no ponto de venda;
• rapidez e facilidade no caixa;
• atendimento de qualidade ao cliente;
• autosserviço etc.
Serviços pós-vendas:
• serviços de entrega;
• ajustes e consertos;
• montagens e instalações;
• devoluções;
• gerenciamento de reclamações etc.
08 setembro, 2012
O Ponto de Equilíbrio entre Eficiência e Atendimento
Enquanto nas fábricas
o cliente não interfere durante a fabricação de um produto, no ambiente de
serviços as empresas enfrentam essa interferência com muita freqüência e, para
que se garanta a qualidade a um custo sustentável, é preciso saber administrar
esse envolvimento.
Dessa forma, para
quem trabalha com serviços, o cliente já não é apenas uma carteira aberta ao
final da cadeia produtiva – é, antes, alguém diretamente envolvido nas
operações, e esse fato traz enorme variabilidade ao processo.
Lidar com essa
variabilidade é um grande desafio para quem quer tornar um serviço rentável. Primeiro
não seria sensato erradicá-la totalmente. O cliente julga a qualidade de sua
experiência com base, em grande medida, no grau de ajuste da empresa à
variabilidade trazida por ele, cliente – e não em negar esta necessidade.
Segundo, eliminá-la
seria impossível. Enquanto a indústria exerce controle quase total sobre o
custo e a qualidade de insumos, em empresas de serviço há uma enorme exceção: o
próprio cliente é um subsídio crucial no processo de produção. Essa forma de
insumo é, por natureza, caprichosa, emocional – e sem nenhum interesse nas
metas financeiras da empresa.
OS CINCO TIPOS DE VARIABILIDADE
O primeiro passo para
administrar a variabilidade trazida pelo cliente é saber que formas ela pode
assumir. O cliente introduz variabilidade nas operações de nada menos do que
cinco maneiras; logo, é fundamental saber qual delas está causando problemas
antes de planejar a intervenção.
Variabilidade
da Chegada.
O primeiro tipo de variabilidade a trazer desafios para empresas de serviços é
óbvio: nem todo cliente quer o serviço ao mesmo tempo ou no momento mais
conveniente para a empresa. Muitos gerentes de bancos se queixam da
incapacidade do público de organizar as idas ao banco de modo que os caixas
estejam sempre ocupados, mas sem longas filas, ao contrário do que acontece na
abertura da agência, no horário de almoço etc. A saída clássica para lidar com
a variabilidade de chegada é exigir que o cliente marque horário ou faça
reserva – o que só faz sentido em certas situações. Em muitos ambientes de
serviços, o próprio cliente é incapaz de prever ou adiar suas necessidades. A
ineficiência resultante já inspirou vários estudos na área chamada “teoria das
filas”, além de diversas soluções.
A questão da
variabilidade de chegada continua a merecer atenção de quem trabalha com
serviços: o que fazer se os clientes resolvem chegar todos em um mesmo horário?
Variabilidade do Pedido. Quem assistiu ao
filme “Cada um vive como quer”, deve lembrar da cena da lanchonete quando o
ator Jack Nicholson pede uma porção de torradas. A desculpa dada pela garçonete
– o menu não pode ser alterado – é uma velha maneira de limitar a variabilidade
de pedidos no setor de serviços. Embora seja difícil imaginar toda uma operação
saindo dos trilhos devido a um pedido de torradas, o fato de que os desejos do
cliente não seguem padrões traz desafios reais para praticamente todo prestador
de serviços.
É certo que não
existem condições de alterar as características de um produto em função do
desejo de um ou outro cliente, mas é possível negociar uma adequação das
necessidades deste e substituir o produto desejado por outro similar.
Variabilidade da Capacidade. Embora menos óbvio,
empresas de serviços devem, ainda, trabalhar com clientes cuja capacidade
varia. Seja devido a maiores conhecimentos, habilidades, capacidade física ou
recursos, certos clientes desempenham tarefas facilmente, enquanto outros
exigem auxílio. Esse tipo de variabilidade ganha importância quando os clientes
são participantes ativos da produção e da execução de um serviço.
Nas salas de
auto-atendimento a questão da capacidade do cliente é perfeitamente
identificada, pois enquanto uns conseguem lidar com a tecnologia, com os
preenchimentos de envelopes para depósitos, realizar seus pagamentos etc,
outros precisam de muita ajuda nesse sentido.
Variabilidade do Esforço. Quando o cliente
precisa desempenhar um papel na interação com o prestador do serviço, cabe a
ele decidir quanto esforço fará. O freguês de um supermercado pode ou não ter
energia para retornar o carrinho de compras ao local reservado no
estacionamento. O empresário pode ou não organizar seus documentos dentro do
malote. Esse tipo de variabilidade tem um impacto sobre a qualidade e o custo
do serviço, tanto direta (para a transação corrente) como indiretamente (para
outros clientes).
Variabilidade
de Preferências Subjetivas. O cliente também tem opiniões distintas
sobre o que significa ser bem tratado em ambientes de serviços. Há quem goste
do profissional de serviços que se comunica chamando o cliente de amigo ou
qualquer outro adjetivo mais amistoso; outro acha descabido o gesto de
intimidade. Tem aqueles que querem ser atendidos rapidamente, enquanto outros
já querem um pouco mais de atenção. Quando um profissional dedica um alto tempo
a um cliente, há quem enxergue aí uma prova da importância do caso em questão. Outros
acharão que aquele tempo todo poderia ser usado com mais critério. São
preferências pessoais, mas que geram imprevisibilidade como qualquer outra
variável e tornam muito mais difícil servir uma base ampla de clientes.
É possível pensar em
seqüência nas cinco formas de variabilidade, pois estas refletem o processo
seguido por muitas transações de serviços. O cliente chega, faz um pedido (uma
operação), desempenha um papel no processo que requer certo grau de capacidade
e esforço, e avalia a experiência de acordo com preferências pessoais. Em
qualquer desses pontos, a coisa é mais fácil para o prestador do serviço se a
faixa de variabilidade for estreita. Se a faixa se alarga, qualidade e
eficiência são ameaçadas.
A importância da
compreensão das variabilidades reside no fato de que problemas operacionais no
setor de serviços muitas vezes estão ligados a questões nascidas da
variabilidade gerada pelo cliente. Mas a estratégia certa para administrar,
digamos, a variabilidade de esforço (que costuma envolver incentivos) pode ser
totalmente distinta da estratégia para lidar com a variabilidade de capacidade
(em geral, treinamento). Antes de planejar uma resposta, é preciso definir qual
a variabilidade em questão.
Uma Contrapartida Clássica
Sempre que a
variabilidade gerada pelo cliente cria problemas operacionais, a empresa é
forçada a fazer uma escolha: aceitar ou reduzir essa variabilidade. Em geral,
empresas que põem ênfase na experiência do cliente tendem a acomodar e aceitar
a variabilidade; já as que privilegiam a simplicidade operacional - normalmente
para manter os custos baixos – preferem reduzí-la. As duas abordagens estão em
tensão constante.
A aceitação
(acomodação) e a redução geram quatro tipos de estratégias para lidar com as
variabilidades no setor de serviços: acomodação clássica, redução clássica,
acomodação de baixo custo e redução sem comprometimento.
Estratégias de acomodação assumem várias formas, dependendo do negócio e do tipo
de variabilidade. Muitas vezes a acomodação
clássica implica pedir que funcionários experientes compensem a variação
entre clientes. Em um negócio no qual a clientela tem visões divergentes sobre
como o serviço deve ser prestado (ou seja, que apresenta alta variabilidade de
preferências subjetivas), um funcionário aprende a diagnosticar os tipos de cliente
e a se adaptar, no ato, às preferências de cada um. Com isso, esse profissional
está“poupando” o cliente de ter de fazer muitos ajustes por conta própria.
Um exemplo da
estratégia de redução clássica é limitar o tipo de serviço. Empresas que adotam
estratégias de redução tendem a atrair clientes atentos ao bolso e dispostos a
trocar um atendimento excelente por preços baixos. Quem prestigia companhias
aéreas barateiras, hipermercados de desconto, bancos populares e turismo na
baixa temporada está, basicamente, reduzindo a variabilidade coletiva ao se
adaptar às necessidades operacionais de uma empresa, ainda que sob pena de ter
uma experiência inferior.
Já a acomodação de
baixo custo engloba contratação de mão de obra terceirizada com um menor custo,
automatização de tarefas e/ou opções amplas de auto-atendimento. Empresas que
optam pela acomodação de baixo custo, em geral convencem a clientela a se
atender sozinha. Essa estratégia é muito eficaz em casos de alta variabilidade
de chegada e de pedidos.
A estratégia de
redução sem comprometimento orienta que a organização adote determinada linha
de atuação, como por exemplo, um banco poderá limitar a sua carteira de
clientes, trabalhando focado em um determinado segmento. Com isso, ele
simplificaria seu portfólio e sua diversidade operacional, especializando seus
profissionais e aumentando a qualidade de seus serviços.
Utilizar a estratégia
adequada, administrando de modo rentável a variabilidade implícita na
heterogeneidade da clientela e criando mecanismos eficazes para influenciá-la
é, portanto, um dos grandes desafios para empresas de serviços que pretende
transformar o atendimento em uma vantagem competitiva.
06 setembro, 2012
Empreendedorismo, planejamento e inovação, uma união necessária
Alguém, em algum lugar, acordou hoje com a intenção de transformar o seu sonho de negócio em uma empresa.
Depois de lavar o rosto e tomar café, comer um pãozinho com manteiga, o mundo real cai na sua frente e lá vai ele, aquele alguém e o seu sonho para o trabalho do dia a dia, aquela mesma rotina, das 8h às 18h, trânsito, relacionamento com muitas pessoas, e ainda com os diversos superiores hierárquicos, volta para casa, toma banho, janta, dorme, sonha e começa tudo de novo.
Mas chega um dia em que o espírito empreendedor fala mais alto e começa a vida de mais um visionário que acredita e aposta nele mesmo, o empresário.
Porém, enquanto tudo estava no mundo dos sonhos era uma coisa, agora, na dura e combativa realidade, tudo é diferente, pois ele irá conduzir a família para um ambiente repleto de riscos e oportunidades, alegrias e tristezas e, por isso, capaz de proporcionar ganhos ou prejuízos – dependendo dos caminhos escolhidos – e o único responsável será ele mesmo.
Se tudo der certo, a família irá usufruir os benefícios, se não, todos sofrerão com as mazelas dos erros cometidos.
Na verdade, o candidato a empresário terá que conviver por algum tempo no túnel do terror, de onde surgirão os mais diferentes e curiosos monstros e fantasmas para aterrorizá-lo, mas que se afastarão com a presença das inovações verdadeiras, criadas ou adequadas, mas que ninguém tente enganá-los, eles sabem distinguir muito bem um diferencial pirateado de um real.
http://mundosebrae.wordpress.com/2010/07/01/como-planejarempreender-
e-inovar/
04 setembro, 2012
A Arte do Saber Ouvir – as dimensões da Escuta Ativa
“Para ser capaz de realmente ouvir, a
pessoa deve abandonar ou pôr de lado todos os preconceitos (...). Quando você
está em um estado mental receptivo, as coisas podem ser facilmente
compreendidas (...). Mas, infelizmente, a maioria de nós ouve através de uma
tela de resistência. Somos cobertos por preconceitos, quer religiosos, quer
espirituais, psicológicos ou científicos; ou por preocupações, desejos e
temores diários. E com esses temores como tela, ouvimos. Portanto, na
realidade, ouvimos nosso próprio ruído, nosso próprio som, não aquilo que está
sendo dito”.
Krishnamurti,
A primeira e última liberdade
A sabedoria popular eternizou um dos jargões mais conhecidos
no que se refere à comunicação entre os seres humanos: temos dois ouvidos e
apenas uma boca; portanto, devemos ouvir mais e falar menos. Não obstante esse
conhecido alerta, existe uma grande carência na prática do ato de ouvir nas
comunicações humanas.
Margaret Wheatley em seu livro Conversando a gente se
entende (2003: 102/103), salienta que o ato de ouvir é um dos mais simples e
curativos dos atos humanos. E acrescenta: “Ouvir alguém. Simplesmente ouvir.
Não aconselhar nem orientar, mas ouvir silenciosamente, totalmente. (...) Por que
ser ouvido tem tanto poder de cura? Não sabemos qual é a resposta completa a
essa pergunta, mas sabemos que tem algo a ver com o fato de que ouvir cria uma
relação”.
E a relação é a tendência natural da vida. Estamos nesse
mundo interconectados com o Universo. Nada está isolado, independente. Formamos
uma imensa teia; no dizer de Fritjof Capra, a teia da vida. Portanto, é a
partir das relações que tudo toma forma e nada que é vivo consegue se manter
sozinho, mesmo que no conturbado mundo moderno estejamos cada vez mais
afastados uns dos outros. Ainda assim, a nossa condição
natural
nos conduz ao encontro, aos vínculos, às relações!
Os vínculos se estabelecem a partir do processo de
comunicação. Por esse motivo, todos nós temos histórias a contar, mas se ninguém
nos ouve, contamos a nós mesmos, e então começamos a nos isolar e a solidão
pode se transformar em loucura.
O ato de ouvir propicia o encontro, nos aproxima, nos torna
mais íntegros e mais saudáveis. Por outro lado, não ouvir nos afasta, nos
isola, nos fragmenta, e a fragmentação sempre provoca dor, sofrimento. Quantas
pessoas se queixam de que ninguém os ouve? Quantos clientes atualmente, em
muitas organizações, se queixam também dos mesmos motivos?
Quando isso acontece, nos sentimos ignorados e marginalizados
e a tendência é nos juntarmos a outros para aumentar as probabilidades de
sermos escutados. Talvez por esse motivo estejamos vivendo uma era tão
barulhenta e o aumento da intensidade da voz tenha uma relação direta com a
nossa necessidade de ser ouvido.
É um fato que as pessoas estão literalmente clamando por
atenção e farão o que for preciso para serem percebidas, para serem ouvidas.
Assim, as coisas poderão ficar bem mais estridentes até que descubramos um modo
de parar e ouvir os outros.
É ouvindo que abrimos uma porta para que o mundo entre. O
que, a quem e como ouvimos emoldura a nossa percepção da realidade.
Segundo Linda Ellinor e Glenna Gerard (1998:148) “ouvir pode
ser o ato criativo mais poderoso que desempenhamos; ouvimos e criamos realidade
com base no que ouvimos a cada momento. (...)[Por esse motivo], torna-se
importante questionarmos sobre a maneira pela qual ouvimos. Estamos ouvindo a
partir de nossa história passada, de nossos preconceitos (pré-julgamentos), do
que já sabemos ser verdadeiro e certo ou a partir da curiosidade e do desejo de
expandirmos nossos horizontes, de vermos a partir de novas perspectivas?”.
Confúcio, um dos grandes sábios da antiguidade oriental,
disse: “escutai com atenção o que o outro tem para dizer e serás capaz de ouvir
além das palavras”. Saber ouvir exige quase sempre esforço reeducativo, pois
somos muito mais condicionados a falar e só ouvir o que julgamos ser do nosso
interesse.
Quando ouvimos atentamente uma pessoa, ou seja, quando
praticamos a escuta ativa, estamos na verdade focados em duas partes distintas
de sua mensagem:
Ä Em um primeiro momento, estamos ouvindo o seu conteúdo, ou
seja, prestando atenção nas palavras que são verbalizadas.
Ä Em um segundo momento, a atenção é voltada para o sentido
das palavras. O que está por trás do que é falado? O tom de voz, a expressão
corporal; em outras palavras, estamos ouvindo também o significado da mensagem,
que nem sempre é um conteúdo explícito.
As Dimensões da
Escuta Ativa
Inspirado no pensamento de Nilton Bonder (O Segredo Judaico
de Resolução de Problemas; 1995), é possível identificar três dimensões no
processo da escuta ativa: o aparente do aparente, o oculto do aparente e o
aparente do oculto.
O aparente do aparente
diz respeito à dimensão do óbvio e do concreto. É o que é facilmente ouvido,
percebido, entendido, mensurado e quantificado. No entanto, “um perigo
constante ronda a dimensão do óbvio e do concreto. Trata-se da possibilidade de
se perder a compreensão de que o aparente do aparente é sempre a representação
de uma redução quando percebido através da perspectiva da existência. Reside aí
o embrião da confusão e da expectativa de que tudo possa ser reduzido a esta
estrutura tão confortavelmente perceptível pela mente humana” (Bonder, 1995:17/18).
Associando com a metáfora de um iceberg, o aparente do aparente é a parte que
não está submersa na água.
Um ouvinte descuidado costuma concluir que o aparente do
aparente traduz todas as expectativas de um cliente; entretanto, aquele que
pratica a escuta ativa entende que essa dimensão é, muitas vezes, insuficiente
para esse fim.
A dimensão oculto do
aparente reflete o que está por trás do aparente e que pode ser percebido
desde que seja buscado. Convém ressaltar que em momento algum esta dimensão propõe
algo que não possa ser categorizado como óbvio, mas sim, que este óbvio
encontra-se numa condição de oculto. Em geral, a descoberta de algo oculto do
aparente gera em nós uma grande surpresa: como é que não percebemos antes?
Nas comunicações, o oculto do aparente costuma se manifestar
sob vários aspectos, dentre eles, pelo tom de voz, pelas reações, pela
linguagem corporal e pelo não verbal.
A terceira dimensão é conhecida como aparente do oculto e corresponde àquilo que é percebido, mas não se
sabe como explicar. Estamos no campo da intuição e pode ser exemplificada
quando, mesmo faltando dados concretos, desconfiamos que uma pessoa possa não
estar falando a verdade.
Outro exemplo é quando entrevistamos um cliente que pretende
fazer um empréstimo e, apesar dos sistemas de consulta nada registrarem de
desabonador, algo nos diz que
aquela operação pode gerar uma futura inadimplência se for concedida.
O aparente do oculto é um mergulho na subjetividade e pode
se manifestar pelo olhar, pelo gesto, por uma expressão, entre outras formas.
Retornando à metáfora do iceberg, pode ser feita uma analogia
com a parte que está submersa; não está aparente e não percebemos a sua
profundidade, mas sabemos que ela está lá.
A identificação e compreensão dessas dimensões ampliam a
nossa capacidade de escuta ativa, porém, somente se efetiva com a existência do
vínculo com o outro, que pode ser estabelecido a partir da escuta ativa.
Ao praticar uma escuta ativa, portanto, aumentaremos as
probabilidades de compreender o Cliente e, a partir desse entendimento,
poderemos atender a suas necessidades, estabelecendo com ele um vínculo
sustentável para a continuidade dos negócios e o fortalecimento da relação.
Referências Bibliográficas:
BONDER, Nilton. O Segredo Judaico de
Resolução de Problemas. 9ª Edição. Rio de Janeiro: Imago Editora Ltda,
1995.
ELLINOR, Linda e GERARD, Glenna. Diálogo
– redescobrindo o poder transformador da conversa. São Paulo: Futura, 1998.
WHEATLEY, Margaret J. Conversando a
gente se entende. São Paulo: Cultrix, 2003.
Educação Sebrae
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