06 novembro, 2011

Alho não protege contra vampiros


“Vampiros são temidos em todos os lugares, e alho tem sido apontado como um repelente eficaz contra eles”, lembram pesquisadores da Universidade de Bergen (Noruega). Eles quiseram, então, explorar esse efeito cientificamente. Sim, o plano era testar se alho, na vida real, é capaz de repelir vampiros.
Na hora de colocar a mão na massa, eles se depararam com o empecilho de que, bem, vampiros não existem. Mas a equipe não deixou esse pequeno detalhe atrapalhar seus planos: “na falta de vampiros, usamos sanguessugas“, contam.
Nos testes, sanguessugas foram colocadas sobre mãos limpinhas ou mãos cheirando a alho. E surpreenderam: duas a cada três preferiam grudar na mão suja de alho — e faziam isso com mais agilidade: depois de apenas 15 segundos, em comparação aos 45 segundos que as outras levavam para grudar na mão sem cheiro.
Portanto, “a crença tradicional de que o alho tem propriedades repelentes está, provavelmente, errada”, concluem os pesquisadores, “e esse estudo indica que o alho tem potencial para atrair vampiros“, dizem, antes de recomendar que, para evitar problemas, restrições ao uso de alho deveriam ser consideradas.
Não adianta reclamar depois.

Fonte: superinteressante.com

05 novembro, 2011

Estudo diz que experiências “sobrenaturais” de quase morte são truques da mente


Psicológos das Universidades de Edimburgo e Cambridge publicaram recentemente um estudo no jornal Trends in Cognitive Sciences em que explicam o que causa as supostas experiências fora do corpo relatadas por pessoas que estiveram perto da morte.
No texto, cujo título é There is nothing paranormal about near-death experiences: how neuroscience can explain seeing bright lights, meeting the dead, or being convinced you are one of them*, os pesquisadores também analisaram outros fenômenos, como a visão de túneis de luz e encontros com parentes mortos, e chegaram à conclusão de que eles podem estar bem longe de um vislumbre da vida após a morte.
Na verdade, são truques da mente e têm uma base biológica.

Experiências de quase morte são relatadas em todas as culturas, desde a Grécia Antiga. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Gallup, cerca de 3% dos americanos já passou por algo assim. Para os pesquisadores, isso pode ser provocado pela tentativa do cérebro de dar sentido às sensações e percepções incomuns que ocorrem durante um evento traumático.

A sensação de ter saído do corpo, por exemplo, pode acontecer quando há uma pane nos processos multi-sensoriais do cérebro. Visões de túneis e luzes brilhantes podem decorrer de uma avaria no sistema visual do cérebro causado pela privação de oxigênio.

Outro culpado é o hormônio noradrenalina, liberado numa parte do cérebro chamada mesencéfalo que, quando acionado, pode evocar emoções positivas, alucinações e outras características da experiência de quase morte.

Alguns dos estudos examinados pelos pesquisadores ainda mostram que muitas das pessoas que relataram esse tipo de experiência não estavam realmente em perigo de morrer, embora a maioria tenha pensado que estava.

* Tradução livre: Não há nada de paranormal em experiências de quase morte: como a neurociência explica luzes brilhantes, encontro com mortos e o fato de você se convencer de que é um deles.

Fonte: superinteressante.com

03 novembro, 2011

Afinal chegamos aos 7 bilhões de habitantes?

É impossível saber quem foi (ou quem será), de fato, o bebê de número 7 bilhões no planeta. Mas a ONU escolheu uma garotinha para simbolizar esse número: Danica May Camacho, nascida dois minutos antes da meia-noite de ontem (30 de outubro) em Manila, a capital das Filipinas.

O dia 31 de outubro também foi nomeado como o “dia dos sete bilhões” (Seven Billion Day) pela organização.

O número obtido pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês), no entanto, é contestado por outras estatísticas.
  • O United States Census Bureau, que é a agência governamental encarregada pelo censo nos Estados Unidos, diz que o planeta tem 28 milhões de pessoas a menos, atingindo o número de 7 bilhões apenas em março de 2012.
  • O International Institute for Applied Systems Analysis, grupo australiano que estuda a população mundial, vai ainda mais além: para eles, o habitante de número 7 bilhões só deve chegar depois de julho de 2014.
A ONU admite que o número é uma estimativa e que o tamanho da população de vários países não é conhecido com muita precisão – incluindo a dos gigantes nesse quesito, Índia e China, e muitos lugares da África subsaariana.

Fonte: superinteressante.com

Assessoria de Adele nega câncer na garganta

Para a US Weekly, a assessoria de Adele disse:
"Gostaríamos de reiterar que Adele irá se submeter a uma cirurgia para hemorragia nas cordas vocais. Todos as informações sobre qualquer outra condição são cem por cento falsas."
Segundo a gravadora da cantora "uma recuperação completa é esperada. Como resultado, os médicos ordenaram que ela descanse a voz e se recupere completamente antes de agendar algum compromisso de trabalho."

Fonte: usmagazine.com

Morumbi - média de 4 roubos ao dia

O ator Diogo Picchi, vítima de um assalto no Morumbi, Zona Sul de São Paulo, nesta quarta-feira (2), diz ter sido aconselhado na delegacia a deixar o bairro porque ele está “muito perigoso”.
Desde setembro, o G1 faz um mapa com dados sobre a violência no Morumbi, com a ajuda de leitores e da polícia.

Picchi chegava com a namorada no prédio que fica na Rua Manoel Antônio Pinto, quase na esquina com a Avenida Giovanni Gronchi. Ele é filho dos atores Elizabeth Savalla e Marcelo Picchi.

Os três homens cortaram a tela de proteção do condomínio e renderam o porteiro durante a madrugada. Um morador que saía para trabalhar foi surpreendido e levado para o apartamento. Os criminosos o amarraram, fizeram ameaças com uma arma e roubaram aparelhos eletrônicos e roupas.
O ator foi abordado quando os ladrões iam embora. Ele e a namorada foram levados para o apartamento, onde um amigo do casal dormia. Todos foram ameaçados pelos ladrões. Mas para o ator, a maior surpresa foi o que aconteceu na hora de registrar o boletim de ocorrência.
“Lá dentro da delegacia mesmo, o pessoal que trabalha na delegacia, o conselho que eles diziam o tempo todo para a gente era: ‘Olha, vocês devem se mudar daqui, porque está muito perigoso e não dá para dar conta da situação'.”
Eem menos de 24 horas, a rua foi atacada duas vezes. Além do prédio, criminosos assaltaram também uma imobiliária que fica bem ao lado do condomínio.

Segundos dados da polícia, de janeiro a setembro deste ano foram registrados 1.094 roubos, 232 roubos de veículos, 176 furtos de veículos e nove homicídios.
Quem mora no bairro e pode mudar, já pensa em seguir o conselho dado ao ator. A Polícia Militar, no entanto, diz que fugir não é a melhor alternativa e que os dois assaltos registrados na mesma rua são casos isolados. Além disso, a corporação afirma que os indices de criminalidade tem caído desde o início da Operação Colina Verde.
Nenhum dos integrantes da quadrilha que invadiu o prédio foi preso.
Fonte: globo.com

Trem descarrila no RJ

Um trem do ramal Japeri descarrilou no início da manhã desta quinta-feira (3) próximo à estação de Anchieta, no subúrbio do Rio. Segundo a SuperVia, os passageiros tiveram que desembarcar na linha férrea e caminhar cerca de 200 metros até as plataformas da estação.

Ainda de acordo com a concessionária, ninguém ficou ferido. Agentes da SuperVia auxiliaram o desembarque dos passageiros. Por causa do problema, a circulação dos trens do ramal Japeri está com atrasos.

A composição fazia o trajeto Queimados – Central do Brasil e descarrilou às 5h55. Técnicos da SuperVia estão no local para fazer os reparos. Nos outros ramais os intervalos são normais.

Fonte: globo.com

02 novembro, 2011

A neurociência da espiritualidade

O cientista americano Kevin Nelson explica ao site de VEJA o que acontece no cérebro de quem, na iminência da morte, relata ter antevisto o Além. E adianta: ‘o mistério da espiritualidade continua’

“Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, o mistério da espiritualidade continuaria existindo”
“Ninguém tem todas as respostas. Essa é uma área que temos que pensar permanentemente. Nós precisamos continuar discutindo sobre como o cérebro realmente funciona”
No filme Além da Vida, dirigido por Clint Eastwood, a jornalista vivida por Cécile de France é tragada por um tsunami na Ásia e quase morre afogada. Na iminência da morte, a personagem enxerga vultos de pessoas vagamente familiares sob uma luz difusa. Ao ‘voltar à vida’, tem a impressão de que acaba de passar por uma experiência espiritual e conclui ter antevisto o ‘outro lado’. Todo ano acontecem incontáveis casos assim: pessoas em risco de vida enxergam parentes e amigos envoltos em luzes ou têm a sensação de sair do próprio corpo.
A ciência define estas experiências de quase morte como resultado da diminuição do fluxo sanguíneo no cérebro, o que provoca alterações momentâneas na mente. “Em casos de quase morte, os estados de consciência podem se misturar, provocando reações como paralisia e alucinações”, explica o n

Na obra, Nelson explica a ciência por trás das experiências de quase morte, mas não descarta o papel da fé e da espiritualidade. Em entrevista ao site de VEJA, Nelson revela como nosso cérebro cria essas visões e diz que, apesar de tudo, ainda espera que exista vida após a morte.eurocientista americano Kevin Nelson, autor do livro The Spiritual Doorway in the Brain – a Neurologist’s Search for the God Experience (O Portal Espiritual no Cérebro – a Busca de um Neurologista pela Experiência Divina, sem previsão de lançamento no Brasil).


Por que os relatos de pacientes que passaram por situações de quase morte são tão parecidos? Porque a causa é a mesma. A cada segundo, o cérebro regula a quantidade de sangue que circula dentro dele. Se o fluxo sanguíneo diminui, o cérebro encara isso como uma crise e aciona mecanismos que controlam a passagem entre os estados de consciência. Normalmente, nosso cérebro tem três estados de consciência: a vigília, quando estamos acordados, o sono leve e o sono profundo. O cérebro mantém esses estados bem separados. Mas o processo é diferente em pessoas que tiveram uma experiência de quase morte. Nesses casos, em vez de passar diretamente do sono para a vigília, o ‘interruptor’ pode misturar os estados de consciência. Ou seja, ela não está totalmente dormindo e nem acordada. Em um momento de crise, reações como paralisia e alucinações podem se manifestar.

Como o senhor explica a sensação de estar fora do corpo ou a luz no fim do túnel? Durante a experiência de quase morte, o sistema que ativa o sono pode ser estimulado, desativando a região do cérebro ligada à percepção espacial e causando essas experiências extracorpóreas. No caso da luz do fim do túnel, quando o cérebro é privado de sangue – o que pode ocorrer se no caso de um desmaio ou parada cardíaca –, o fluxo sanguíneo também diminui nos olhos, o que pode dar a impressão de que há um túnel com luzes borradas.

Há alguma diferença entre voltar da morte e a experiência de quase morte? Para um neurologista, não existe essa opção de voltar da morte. Se o seu cérebro está morto, você está morto. Quando o cérebro morre é porque os neurônios morrem, as células nervosas morrem. O que acontece é que o cérebro pode continuar a funcionar com sua capacidade limitada. É como que só houvesse uma goteira de fluxo sanguíneo no cérebro. Em alguns casos, podem pensar que o paciente morreu, mas não é o caso. O cérebro continua bem vivo.

A experiência de quase morte só ocorre em pessoas que passam por situações limite, de vida ou morte? Isso é interessante porque, na maioria das vezes, a experiência de quase morte é causada por um desmaio. Sabemos que um desmaio pode provocar uma experiência parecida com a de quase morte. Nos Estados Unidos, um terço da população vai desmaiar alguma vez na vida, o que faz a experiência de quase morte ou a experiência espiritual uma situação comum. Ao observar os registros médicos das pessoas que tiveram uma experiência de quase morte, apenas metade delas estava em perigo médico real. Outra metade pensou estar em perigo, mas não estava em uma situação médica grave.

O senhor acha que ciência e religião estão se aproximando? Eu não acho que, nesse caso, a ciência e a religião estão em conflito. Na verdade, estou interessado em saber como o cérebro funciona. A ciência pode dizer como o cérebro funciona, mas não pode dizer por que ele funciona desse jeito. Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, ou qualquer outra experiência, o mistério da espiritualidade continuará existindo. E sempre haverá um espaço para a fé de cada um.

Qual o futuro da neurociência da espiritualidade? Será muito empolgante. Hoje nós temos equipamentos para analisar o cérebro com os quais nem poderíamos sonhar há vinte anos. Podemos ver de perto como são as atividades cerebrais. Acho que a neurociência da espiritualidade ainda está no início e que descobertas muito empolgantes estão no nosso horizonte.

Qual a importância de entender as funções neurológicas da espiritualidade? É muito importante. Ao entender como o cérebro funciona durante experiências significativas é que poderemos saber verdadeiramente o que significa ser humano, no sentido moderno.

O uso de drogas também pode provocar situações parecidas com a experiência de quase morte? Sim. Por exemplo, a quetamina, que é um medicamento utilizado rotineiramente como anestésico, pode causar experiência extracorpórea. Mas não existe uma única droga capaz de produzir todo o fenômeno do que pensamos ser a experiência de quase morte. Muitas pessoas têm experiência de quase morte sem ter nenhum tipo de medicamento em seu sistema.

Podemos dizer que o processo de experiência de quase morte é parecido com um sonho? A experiência de quase morte usa frequentemente alguns dos mecanismos utilizados nos sonhos. Mas não é correto comparar a experiência de quase morte com o sonho que temos toda noite. As alucinações do processo de quase morte podem parecer com sonhos lúcidos, que ocorrem enquanto as pessoas estão conscientes.

Como o senhor se interessou pelo tema? Há trinta anos, quando ainda era um residente de medicina, um paciente me trouxe uma fotografia de uma cena que ele mesmo havia pintado após uma experiência de quase morte. Na imagem, ele estava deitado no quarto da UTI, e no pé da cama estava uma figura que representava o diabo. Entre ele e o diabo, havia um anjo guardião. O diabo estava disposto a levar sua alma. Jesus chegou e o salvou. Na ocasião, ele achou que toda essa situação foi responsável por sua recuperação. E sentiu-se mais poderoso por conta disso. Guardo esta foto até hoje.

Por que outros cientistas têm receio em abordar o assunto? Infelizmente, neurologistas não tendem a se interessar por experiências subjetivas. Eles estão muito mais interessados em olhar para as células em um microscópio.

Seu trabalho pode ser considerado provocativo. E o senhor escreveu que pretende continuar provocando controvérsia. Por quê? As pessoas têm várias perguntas. Ninguém tem todas as respostas. Essa é uma área que temos que pensar permanentemente. Nós precisamos continuar discutindo sobre como o cérebro realmente funciona.

O senhor acredita que existe vida após a morte? Eu realmente espero que exista.
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