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02 novembro, 2013

Nikon patrocina competição de fotomicrografia

Todos os anos a Nikon patrocina uma competição de fotomicrografia — a badalada  Small World — na qual os participantes revelam ao mundo detalhes de criaturas e objetos que nos rodeiam, mas que são impossíveis de serem vistos a olho nu. Os resultados desse concurso são superaguardados, por que as imagens são sempre surpreendentes, quando não assustadoras!

Confira aqui todos os trabalhos que participaram da competição este ano. E logo abaixo, 13 fotografias assustadoras — com participação de cientistas brasileiros — que selecionamos para você:

1 – Verme marinho




2 – Aranha com larva parasita




3 – Cabeça de besouro




4 – Formiga faminta





5 – Barriguinha de larva


6 – Besourinho com amigos


7 – Alien?
  



8 – Codorna



9 – Drosófila




 10 – Maria fedida



11 – Camarão




12 – Florzinha



13 – Mosquito



Fonte: megacurioso

Coleta de provas

por Julia Layton - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Ao coletar provas da cena de um crime, o perito tem vários objetivos em mente: reconstituir o crime, identificar a pessoa que o cometeu, preservar a prova para análise e coletá-la para que seja aceita pela justiça.

Vestígios
Os vestígios podem incluir resíduo de pólvora, resíduo de tinta, produtos químicos, vidro e drogas ilícitas. Para coletar a evidência de marcas, o perito pode usar pinças, recipientes plásticos com tampa, um dispositivo a vácuo filtrado e uma faca. Ele também terá um kit para análises de risco contendo luvas de látex, botinas, máscara facial e jaleco descartáveis e um saco para lixo.

Se o crime envolver uma arma de fogo, o perito irá coletar as roupas da vítima e de qualquer pessoa que tenha estado no local do crime para que o laboratório possa verificar a presença de resíduos de pólvora. A presença destes resíduos na vítima pode indicar um tiro à queima roupa. Em outra pessoa, pode indicar um suspeito. O perito coloca todas as roupas em sacos de papel lacrados para o transporte ao laboratório. Se ele encontrar qualquer droga ilícita ou pó desconhecido, pode coletá-los usando uma faca e em seguida lacrar cada amostra em um recipiente esterilizado separado. O laboratório pode identificar a substância, determinar a sua pureza e descobrir o que mais está presente na amostra e em que quantidades. Estas análises podem determinar se havia posse ou adulteração de drogas ou se a composição poderia ter matado ou incapacitado uma vítima.

Os técnicos descobrem muitas evidências de um crime no laboratório quando sacodem roupas de cama, roupas, toalhas, almofadas de sofá e outros itens encontrados no local. No CBI Denver Crime Lab, os técnicos sacodem estas peças em um quarto esterelizado, sobre uma grande tábua branca coberta com papel. 

Os técnicos mandam qualquer vestígio encontrado para o departamento apropriado. No Denver Crime Lab, terra, vidro e tinta permanecem no laboratório de vestígios; drogas ilícitas e substâncias desconhecidas seguem para o laboratório de química e o cabelo vai para o laboratório de DNA.

Fluidos corporais
Os fluidos corporais encontrados no local do crime podem ser sangue, esperma, saliva e vômito. Para identificar e coletar estas evidências, o perito pode usar lâminas de esfregaço, bisturi, pinças, tesouras, panos esterilizados, luz ultravioleta, óculos protetores e luminol. Ele também pode usar um kit de coleta de sangue para obter amostras dos suspeitos ou de uma vítima viva, para realizar a comparação.

Se a vítima está morta, mas há sangue no corpo, o perito coleta uma amostra através de um pedaço da roupa ou do uso de um pano esterilizado e uma pequena quantidade de água destilada. O sangue e a saliva coletados do corpo podem pertencer a outra pessoa e o laboratório irá realizar um exame de DNA para compará-los com o sangue ou a saliva retirados de um suspeito. O perito também irá raspar as unhas da vítima em busca de pele. Se houve luta, a pele do suspeito (e portanto, seu DNA) pode estar sob as unhas da vítima. Caso haja sangue seco em qualquer móvel no local do crime, o perito tentará enviar o móvel inteiro para o laboratório. Não é raro encontrar evidências no sofá, por exemplo. Se o sangue estiver sobre alguma coisa que não pode ser levada ao laboratório, como uma parede ou banheira, o perito pode coletá-lo em um recipiente esterilizado através da raspagem com um bisturi. O perito pode usar também o luminol e uma luz ultravioleta portátil para revelar se o sangue foi lavado de uma superfície.


Caso haja sangue no local, também pode haver amostras de respingos de sangue. Estas amostras podem revelar que tipo de arma foi usada, por exemplo, uma “amostra de pingos de sangue espalhados” é absorvida quando uma coisa como um bastão de beisebol entra em contato com uma fonte de sangue e então retorna ao ponto inicial. Os pingos são grandes e geralmente têm a forma de uma lágrima. Este tipo de amostra pode indicar golpes múltiplos de um objeto obtuso, porque o primeiro golpe não entra em contato com o sangue. Uma amostra de alta energia, por outro lado, é feita de muitos pingos minúsculos e pode indicar um tiro de arma de fogo. As análises das amostras de sangue podem indicar de que direção o sangue veio e quantos incidentes separados criaram esta amostra. Analisar uma amostra de sangue envolve o estudo do tamanho e formato da mancha, o formato e o tamanho dos pingos de sangue e a concentração de pingos dentro de uma amostra. O perito tira fotografias da amostra e chama um especialista para analisá-la.

Cabelo e pêlos
O perito pode usar pentes, pinças, recipientes e um dispositivo a vácuo filtrado para coletar cabelos ou pêlos no local. No caso de estupro com uma vítima viva, o perito acompanha a vítima ao hospital para obter os cabelos ou pêlos encontrados no corpo dela durante o exame médico. O perito lacra as evidências de cabelos ou pêlos em recipientes separados para transportar ao laboratório.

O perito pode recuperar pêlos de carpete dos sapatos de um suspeito. O laboratório pode compará-los aos pêlos do carpete da casa da vítima. Os examinadores podem usar o DNA do cabelo para identificar ou eliminar suspeitos por meio de comparação. A presença de cabelo em uma ferramenta ou arma pode identificar se ela foi usada no crime. O laboratório criminal pode determinar a que tipo de animal pertenceu o cabelo e, caso seja humano, determinar a raça da pessoa, em que parte do corpo o cabelo estava, se o cabelo caiu ou se foi arrancado e também se foi pintado.

Impressões digitais
As ferramentas para recuperar impressões digitais incluem escovas, alguns tipos de pó, fita adesiva, produtos químicos, cartões de impressão, lente de aumento e vapor de super cola. O laboratório pode usar as impressões digitais para identificar a vítima, identificar um suspeito ou inocentá-lo. Há vários tipos de impressões digitais que o perito pode encontrar na cena do crime:


  • visíveis: deixadas pela transferência de sangue, tinta, ou outro fluido ou pó sobre uma superfície lisa o suficiente para deter uma impressão digital, visível a olho nu;
  • moldadas: deixadas sobre um produto macio como sabonete, massa de vidraceiro ou vela de cera, formando uma impressão;
  • latentes: deixadas pelo suor e pela gordura natural dos dedos em uma superfície lisa capaz de deter uma impressão digital, não visível a olho nu.

Um criminoso pode deixar impressões digitais em superfícies porosas ou não porosas. Papel, madeira inacabada e cartolina são superfícies porosas que irão deter uma impressão digital e vidro, plástico e metal são superfícies não-porosas. O perito irá procurar impressões digitais latentes em superfícies onde o criminoso provavelmente tocou. Por exemplo, se há sinais de entrada forçada na porta da frente, a maçaneta do lado de fora e a superfície da porta são lugares lógicos para se procurar impressões digitais. Respirar sobre a superfície ou iluminá-la com uma luz muito forte poderá fazer com que a impressão digital latente fique temporariamente visível. Quando você vê um detetive de TV girar a maçaneta usando um lenço, ele provavelmente está destruindo uma impressão digital latente. A única maneira de não alterar uma impressão digital latente em uma superfície não porosa é não tocá-la. Os métodos apropriados para se recuperar uma impressão digital latente incluem os itens abaixo.


  • Pó (para superfícies não porosas): pó prata metálico ou pó preto aveludado; o perito usa o pó que melhor contrasta com a cor do material onde está a impressão digital. Ele escova suavemente o pó sobre a superfície em movimentos circulares até que a impressão digital se torne visível; então, ele começa a escovar na direção das saliências da impressão digital. O perito tira uma foto da impressão digital antes de usar a fita adesiva para retirá-la, para que tenha um resultado melhor diante do tribunal. Ele gruda uma fita adesiva na impressão digital coberta de pó, descola a fita com um movimento suave e em seguida gruda-a em um cartão de impressões digitais que possui uma cor que contrasta com a cor do pó.
  • Produtos químicos (para superfícies porosas): iodo, ninidrina, nitrato de prata; o perito borrifa o produto químico sobre a superfície do material ou molha o material com uma solução química para revelar a impressão digital latente.
  • Fumigação com cianoacrilato (super cola) - para superfícies porosas ou não-porosas: o perito despeja super cola em um prato de metal e aquece a aproximadamente 49ºC. Ele então coloca o prato, a fonte de calor e o objeto contendo a impressão digital latente em um recipiente hermético. O vapor da super cola torna as impressões digitais latentes visíveis sem alterar o material sobre o qual elas estão.

Pegadas e marcas de ferramentas
Uma impressão digital latente é um exemplo de marca bidimensional. A marca de uma pegada na lama ou a marca de uma ferramenta no esquadro da janela é um exemplo de marca tridimensional. Se não for possível levar o objeto inteiro contendo a marca ao laboratório, o perito faz um molde no local. 

O kit para moldes pode conter múltiplos componentes (sulfato de cálcio dental, borracha de silicone), resina (para fazer molde em neve), uma tigela, uma espátula e caixas de papelão para guardar os moldes.


Se o perito encontrar uma marca de pegada na lama, ele irá fotografá-la e então fará um molde. Para preparar o molde, ele mistura o material com água em um saco do tipo ziploc e mexe por dois minutos até que se atinja a consistência de massa de panqueca. Ele então despeja a mistura na borda da pegada para que escorra a fim de evitar as bolhas de ar. Uma vez que o material cobriu a pegada, ele deixa repousar por 30 min no mínimo e em seguida retira cuidadosamente o molde da lama. Sem limpar ou escovar, o que poderia destruir qualquer evidência de pegadas, ele coloca o molde dentro de uma caixa de papelão ou saco de papel para transportá-lo ao laboratório.

Para marcas de ferramentas, o molde é mais difícil de se usar em comparação ao de pegadas. Se não for viável transportar a peça inteira contendo a marca de ferramenta, o perito pode fazer um molde com borracha de silicone e esperar pelo melhor resultado. Há dois tipos de marcas de ferramentas que o perito pode encontrar na cena do crime:


  • impressa: um objeto duro entra em contato com um objeto mais macio sem se mover para frente e para trás; por exemplo, uma marca de martelo no esquadro de uma porta. A marca que fica é o formato do martelo. É difícil fazer uma combinação definitiva quando há uma marca de ferramenta cunhada;
  • estriada: um objeto duro entra em contato com um objeto mais macio e se move para frente e para trás; por exemplo, marcas de pé-de-cabra no esquadro de uma janela. A marca da ferramenta é uma série de linhas paralelas. É mais fácil fazer uma combinação definitiva com uma marca de ferramenta estriada.


Na análise das marcas de ferramentas, o laboratório pode determinar qual o tipo de ferramenta que originou a marca e se a ferramenta em evidência é a mesma que causou a marca. Também pode comparar a marca de ferramenta em evidência com uma outra marca de ferramenta para determinar se as marcas foram feitas pela mesma ferramenta.

Armas de fogo
Se o perito encontrar armas de fogo, projéteis ou estojos (cartuchos) no local, ele põe as luvas, pega a arma pelo cano (e não pela coronha) e a embrulha separadamente para mandar ao laboratório. Os cientistas forenses podem descobrir números de série e combinar os projéteis e estojos não somente com a arma de onde saíram, mas também com os encontrados em outros locais de crimes dentro do estado; muitos dados balísticos têm abrangência estadual. Quando há perfurações provocados por projéteis em uma vítima ou outros objetos no local, os especialistas podem determinar de onde e de que altura estes foram disparados, assim como a posição da vítima ao ser atingida, usando um kit de trajetória a laser. Caso haja projéteis incrustados na parede ou na moldura da porta, o perito irá remover o pedaço da parede ou do madeiramento que contém o projétil, pois retirá-lo somente pode danificá-lo, tornando-o inadequado para comparação.

Documentos
O perito coleta e guarda diários, agendas de compromisso, agendas de telefones ou bilhetes de suicídio encontrados na cena do crime. Ele também entrega ao laboratório contratos assinados, recibos, uma carta rasgada encontrada no lixo ou qualquer outra evidência escrita, digitada ou fotocopiada que possa estar relacionada ao crime. Um laboratório especializado em documentos geralmente pode reconstruir um documento inutilizado, até mesmo um documento queimado, bem como determinar se o documento foi alterado ou não. Os técnicos analisam os documentos em busca de falsificações, fazem fotos de comparação da caligrafia da vítima e de suspeitos e identificam o tipo de máquina usada para produzir o documento. Eles podem descartar uma impressora ou fotocopiadora encontrada no local para determinar a compatibilidade ou incompatibilidade com uma máquina encontrada com um suspeito.

Quando o perito descobre uma evidência no local, ele a fotografa, registra, recolhe e põe uma etiqueta nela. A etiqueta pode incluir informações que ajudam na sua identificação tais como hora, data, e localização exata do material e quem o encontrou, ou pode simplesmente informar o número de série que corresponde a uma entrada no registro de evidências que contém esta informação. O relatório da cena do crime documenta o conjunto completo das evidências recolhidas do local, incluindo o registro fotográfico, registro das evidências encontradas e um relatório escrito que descreve a investigação do local do crime.

Coisas que você pode encontrar na van do investigador

No furgão do perito, você pode encontrar arco de serra, alicates, chave inglesa, uma alavanca, alicates de arame, cortadores de parafusos, pás, peneiras, um pequeno pé-de-cabra, uma faca de bolso, fitas métricas, bandeira sinalizadora na cor laranja, uma lanterna, baterias, giz, fórceps, garras, uma bússola, um imã, um detector de metais, água destilada, joelheiras e animais de pelúcia, no caso de haver vítimas infantis vivas. 

Fonte: HSW

Veja também: Na cena do crime: procurando provas e evidências
                       Ciência forense: analisando as provas

01 novembro, 2013

Professor constrói forno solar para uso no Sertão do Ceará

O semiárido nordestino é definido, na maioria das vezes, como uma região seca e “castigada pelo sol”. Mas por que não pensar diferente? Um professor cearense mostrou que o sol, na verdade, pode ser uma fonte de energia capaz de substituir o gás de cozinha e a lenha.

Lúcio Galvão, químico da Universidade Estadual do Ceará (Uece), criou um forno solar barato, feito materiais reciclados que, em vez do destino ser os lixões, podem ser reutilizados de forma racional e produtiva. 

“Com o forno solar alternativo, o cozimento usa a luz do sol como fonte de energia”, explica o professor.

A temperatura do ambiente não influencia diretamente no funcionamento. O que interessa é a luz do sol, já que o forno atua como isolante térmico, bloqueando a entrada ou saída do calor do recipiente. Segundo Galvão,“cozinha em qualquer lugar, até em apartamento”.

O primeiro forno a custo quase zero foi construído pelo professor em parceria com o naturalista José Albano. A ideia era fazer algo mais simples e fácil, com papelão, cabos de vassoura e plástico. Foram três anos de experiência, levando em consideração o cozimento e a hidratação dos alimentos. 

“Depois disso, parti sozinho pelo sertão adentro para ensinar aos moradores das comunidades como construírem os seus próprios fornos”. A empreitada iniciou em 2004.

Onde tudo começa

As primeiras oficinas para a construção do forno alternativo foram realizadas na Região dos Inhamuns. Mas as práticas já foram levadas a outros municípios cearenses como Umirim e Quixadá. 

“O experimento foi parar até no Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte e Foz do Iguaçu”, comemora o professor.

No local da preparação, são colocados dois fornos solares para mostrar o funcionamento do utensílio em tempo real. Inicialmente, é feita uma formação teórica, explicando conceito, funcionamento, vantagens e desvantagens do uso do forno solar. 

“Enquanto explico, os alimentos vão cozinhando. Quando acaba o primeiro dia de oficina, a gente come o que estava sendo preparado no forno. Só depois disso, as pessoas acreditam que ele funciona mesmo”.

O segundo dia é destinado à prática, quando cada morador da comunidade aprende a confeccionar o próprio forno. Cerca de 20 pessoas participam das oficinas para, em seguida, multiplicarem o conhecimento.

Higiene

Alguns obstáculos culturais, no entanto, dificultam a aceitação dos moradores devido ao receio quanto à higiene do equipamento. De acordo com ele, a temperatura do forno é suficientemente alta para impedir a proliferação de microrganismos, o que garante a esterilização dos alimentos. 

“O cozimento por condução lenta de calor e em sistema fechado impede que fatores externos entrem em contato com a comida”, assegura.

Como é feito

O forno solar é uma caixa de papelão forrada de papel-alumínio, contendo uma chapa de metal pintada de preto, apoiada sobre pequenos calços de madeira. Sobre essa chapa são colocadas as panelas, também pintadas de preto, e com tampas de encaixe para reduzir a saída de vapor.

“Qualquer pessoa que tenho um mínimo de habilidade com ferramentas básicas, como martelo, serrote e tesoura, poderá montar seu próprio forno”, destaca o professor.

Vantagens

As vantagens do forno alternativo são muitas. O utensílio é uma forma de economizar na queima de combustível fóssil (gás butano), diminuir a derrubada de árvores para a formação de carvão vegetal, além de promover mais saúde. A comida cozinha lentamente e a temperaturas mais baixas, preservando os nutrientes.

O tempo médio é alto, levando cerca de quatro horas para cozinhar os alimentos. 

“Não tratamos isso como desvantagem, porque a pessoa acaba tendo tempo mais livre para fazer outras coisas. A comida não precisa ser mexida ou vigiada durante o cozimento, pois não queima”.

Tudo do próprio bolso

O equipamento já faz sucesso há cerca de 10 anos no interior do Ceará. Investimento externo não existe, apesar das tentativas com órgãos de pesquisas estadual e federal. 

“Tudo sai do bolso do próprio professor”, lamenta Galvão. “A gente não ganha dinheiro com isso. Mas o meu real objetivo é mostrar às comunidades mais distantes que é possível ter uma convivência melhor com o semiárido”, acrescenta.

Fonte:  tribunadoceara

Eclipse Solar total ocorrerá no dia 03 de Novembro de 2013

O fenômeno irá ocorrer em 3 de novembro de 2013. Será visível com totalidade no norte do Oceano Atlântico a leste de Flórida, Gabão e na África, ao sul de Costa do Marfim e Gana, com o máximo de 1 minuto e 39 segundos. 

Também será visível em parte da Região Norte e em todo território do Nordeste do Brasil. 

Será visível, também em parte, em toda a extensão dos restantes países de língua oficial portuguesa inclusive na região Sul do Brasil, à exceção de Timor-Leste.

Para saber o momento exato em que o Sol e a Lua se encontrarão na sua cidade e a obscuridade que poderá ser observada, confira a tabela do site Climatologia Geográfica que traz todos os detalhes.



Na cena do crime: procurando provas e evidências

por Julia Layton - traduzido por HowStuffWorks Brasil

O objetivo da fase de coleta de provas é encontrar, reunir e preservar todas as evidências físicas úteis para reconstituir o crime e identificar o criminoso, fazendo com que ele seja trazido ao tribunal. As provas podem ser de toda ordem. Algumas provas típicas que o perito pode encontrar no local do crime incluem:
  • vestígios (resíduo de arma de fogo, resíduo de tinta, vidro quebrado, produtos químicos desconhecidos, drogas);
  • impressões digitais, pegadas e marcas de ferramentas;
  • fluidos corporais (sangue, esperma, saliva, vômito);
  • cabelo e pêlos;
  • armas ou evidências de seu uso (facas, revólveres, furos de bala, cartuchos);
  • documentos examinados (diários, bilhetes de suicídio, agendas telefônicas; também inclui documentos eletrônicos tais como secretárias eletrônicas e identificadores de chamadas).
Com as teorias do crime em mente, os peritos iniciam uma busca sistemática de evidências que possam incriminar, fazendo anotações meticulosas ao longo do processo. Se há um corpo no local, a investigação provavelmente começa por ele.

Examinando o corpo
O perito pode coletar evidências do corpo no local do crime ou aguardar até que o corpo chegue no necrotério. Em ambos os casos, o perito faz pelo menos um exame visual do corpo e da área próxima, tirando fotografias e detalhando as observações.

Antes de mover o corpo, o perito faz anotações de detalhes como:
  • se há manchas ou marcas na roupa;
  • se as roupas estão torcidas em uma determinada direção; em caso positivo, isto poderia indicar arrastamento;
  • se há contusões, cortes ou marcas pelo corpo, feridas causadas ao se defender, ferimentos, consistentes ou não, indicando a causa preliminar da morte;
  • se há alguma coisa faltando; se existe marca de sol onde deveria haver um relógio ou aliança;
  • se o sangue está presente em grandes quantidades, se a direção do fluxo segue as leis da gravidade; em caso negativo, o corpo pode ter sido movido;
  • se não há sangue na área em volta do corpo, isto condiz com a causa preliminar da morte? Em caso negativo, o corpo pode ter sido movido;
  • se, além do sangue, há outros fluidos corporais presentes além do sangue;
  • se há presença de insetos sobre o corpo; em caso positivo, o perito poderá chamar um entomologista forense a fim de descobrir há quanto tempo a pessoa morreu.
Após movimentar o corpo, ele realiza o mesmo exame no outro lado da vítima. Neste momento, ele pode medir a temperatura do corpo e a temperatura ambiente do lugar para determinar a hora estimada de morte (apesar de muitos cientistas forenses dizerem que a determinação da hora da morte é completamente imprecisa: o corpo humano é imprevisível e há muitas variáveis envolvidas). Ele também irá tirar as impressões digitais do falecido tanto no local do crime como no necrotério.

Uma vez que o perito documentou as condições do corpo e da área próxima, os técnicos embrulham-no em um pano branco, cobrem as mãos e os pés com sacos de papel e transportam-no ao necrotério para uma necrópsia. Estas precauções têm por objetivo a preservação de evidências na vítima. O perito geralmente participa da necrópsia, tirando fotografias adicionais ou gravando em vídeo e coletando outras evidências, especialmente amostras de tecido dos órgãos principais, para análise no laboratório criminal.

Examinando a cena
Há vários padrões de investigação disponíveis para assegurar a cobertura completa da cena e o uso eficiente dos recursos. Estes padrões podem incluir:









Enquanto está investigando a cena, o perito procura por detalhes como:
  • se as portas e janelas estão travadas ou não; abertas ou fechadas; se há sinais de entrada forçada, tais como marcas de ferramentas ou travas quebradas;
  • se a casa está arrumada; em caso negativo, tem-se a impressão de ter havido uma luta ou a vítima era desorganizada;
  • se há correspondência em algum lugar e se foi aberta;
  • se a cozinha está arrumada; se há alimentos parcialmente comidos; se a mesa está posta; em caso positivo, para quantas pessoas;
  • se há sinais de que houve uma festa, tais como garrafas ou copos vazios ou cinzeiros cheios;
  • se os cinzeiros estão cheios, que marcas de cigarros estão presentes e se há marcas de batom ou de dentes nas pontas de cigarros;
  • se há alguma coisa que parece estar fora do lugar: um copo com marcas de batom no apartamento de um homem ou o assento do vaso sanitário está levantado no apartamento de uma mulher; se há um sofá bloqueando uma porta;
  • se há lixo nas latas de lixo; se há alguma coisa anormal no meio do lixo; se o mersmo está na ordem cronológica correta em comparação às datas das correspondências e outros papéis; em caso negativo, alguém poderia estar procurando alguma coisa no lixo da vítima;
  • se os relógios mostram a hora certa;
  • se as toalhas do banheiro estão molhadas; se estão faltando; se há sinais de que alguma limpeza foi feita;
  • se o crime foi cometido com arma de fogo, quantos tiros foram disparados? O perito irá tentar encontrar a arma, as balas, as cápsulas e os furos provocados pelas balas;
  • se o crime foi uma facada, há alguma faca faltando na cozinha da vítima? Em caso positivo, o crime pode não ter sido premeditado;
  • se há pegadas nas telhas, no chão de madeira ou de linóleo ou na área externa do prédio;
  • se há marcas de pneu na entrada ou na área em volta do prédio;
  • se há respingos de sangue no chão, nas paredes ou no teto.
A real coleta de evidências físicas é um processo lento. Cada vez que um perito recolhe um item, ele deve imediatamente preservá-lo, etiquetá-lo e registrá-lo no registro da cena do crime. Diferentes tipos de provas podem ser coletadas tanto no local como no laboratório, dependendo das condições e recursos. O Sr. Clayton, por exemplo, nunca analisa as impressões digitais no local. Ele sempre as manda ao laboratório para que sejam analisadas em ambiente controlado. Na próxima seção, vamos falar sobre os métodos de coleta para os diferentes tipos de evidências.

Detalhes importantes
  • As cenas do crime são tridimensionais. Os peritos devem se lembrar de olhar para cima.
  • Se um perito acende uma lanterna sobre o solo em vários ângulos, mesmo quando há muita luz, ele irá criar novas sombras que podem revelar evidências.
  • É fácil recuperar o DNA das pontas dos cigarros.
Fonte: HSW

Veja também:  Na cena do crime: documentação
                   Coleta de provas

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